ANO VI

ANO VI

terça-feira, 17 de março de 2009

Sapucaiense X Grêmio

Beneficiado pela extrema fragilidade de seu adversário, o Grêmio venceu facilmente pelo placar de 2 a 0. Não fosse por dois nomes que se destacaram, a partida não somaria praticamente nada ao tricolor.

Julio Cesar
Volante habilidoso e técnico, fez lembrar o até agora insubstituível Rafael Carioca. Sai bem para o jogo, com bom drible, passe e, em momentos de pressão, até pedaladas. Resta saber se manterá o nível em uma partida mais exigente. Mas foi uma boa surpresa.

Makelele
Anteriormente marginalizado pelo comandante Celso Roth, Makelele vem aos poucos ganhando espaço. Bom marcador, tem fôlego e velocidade impressionantes. De quebra, fez um golaço. Seria o substituto natural de Willian Magrão. Seria...

E Douglas Costa agora nem no expressinho consegue se firmar. Entrou aos 42 minutos do segundo tempo. Roth está se encarregando de desvalorizar o garoto. Impressionante.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Comemoração não; alívio, sim!

Boyacá Chicó. Este foi o adversário do Grêmio ontem. O desconhecido time colombiano tem tudo para continuar no ostracismo. Fraquíssimo, sem qualquer alternativa ofensiva mais forte, débil na marcação e ineficaz no toque de bola - principal característica dos times colombianos.

O Grêmio até se aproveitou dessa fragilidade e teve o controle de praticamente toda a partida,a não ser no final quando, já cansado, cedeu espaços e correu riscos.

A vitória deixou o Grêmio em situação confortável, não pela pontuação em si, mas pela certeza que o grupo tricolor é, definitivamente, fácil.

Celso Roth ganha uma sobrevida, que não sabemos até quando. E já não se tem tanta certeza se Roth é tão culpado assim pelo recente insucesso tricolor, diante do fracasso ofensivo que é o time do Grêmio.

Ataque de “peladeiros”

Os atacantes gremistas deveriam pedir desculpas aos defensores, que correram e marcaram o jogo todo e assistiram a mais uma “palhaçada” de sua ofensiva. Ataque de “peladeiros”, liderados por Jonas. Assim como na partida contra a Universidad de Chile, o Grêmio abusou de perder gols e foi responsável por manter apreensiva toda a torcida até o apito final. Contra um adversário um pouco melhor, o Grêmio não terá a mesma sorte.

Para pensar...

Celso Roth acabará com a carreira do Tcheco escalando-o tão recuado. Além de prejudicar o jogador, que não consegue obter um bom desempenho e acaba criticado pela torcida, prejudica o Grêmio porque afasta do gol o melhor passador do time e um dos mais competentes chutadores.

segunda-feira, 9 de março de 2009

O paradigma gremista

Hoje é segunda-feira, dia 9 de março. Faltam dois dias para o Grêmio decidir seu destino na Copa Libertadores. O tricolor vai à Tunja, Colômbia, quase obrigado a vencer para continuar com boas chances de classificação à segunda fase. Perdendo, torna muito difícil a sequência na competição.
Nada além de normal e previsível quando se trata de Copa Libertadores. Anormal e imprevisível é a atual situação do Grêmio, há 4 jogos sem vitória. Quem diria que, depois da boa partida contra "La U" há menos de duas semanas, o estádio Olímpico se tornaria nessa bomba relógio. Bomba relógio com data e hora para explodir: 21:45 de quarta-feira. Perdendo, o Grêmio troca de técnico, mas pode trocar também de ambições no primeiro semestre. Vencendo, apenas adia a explosão, que pode ser tardia para qualquer recuperação.
Eis o paradigma gremista...

terça-feira, 3 de março de 2009

É duro...

No mês passado, diante da derrota gremista para o rival, escrevi que não acreditava mais em vitória tricolor em clássicos enquanto Roth fosse o técnico. Nem eu sabia explicar direito os porquês, mas parece que o treinador gremista gosta de complicar-se quando vê Tite na casamata ao lado.

Roth é o principal personagem do Grenal. Ajudou o Inter a vencer mais uma vez. Fez pouco caso do clássico desde o início da semana, colocando-o em segundo plano e desmotivando seus próprios comandados. O que se viu foi um Grêmio sem ânimo algum, desorientado e desleixado em campo, diante de um Inter ativo, combatente e solidário. Características anteriormente comuns ao Grêmio.
Além disso, depois do bom jogo contra o Universidad de Chile, na quarta-feira, Roth novamente mudou o esquema para o fracassado 3-6-1, condenando o Grêmio a jogar na defesa e deixando Alex Mineiro à beira do esquecimento na dianteira tricolor. Ao retirar o fraquíssimo Diogo e colocar Jonas, Roth admitiu o erro anterior e deu vida ao ataque. Porém, após o empate, quando o Grêmio era superior na partida, retirou Jadílson para colocar Héverton, dando claros sinais de que pretendia levar a decisão para os pênaltis. Ao levar o segundo gol, o Grêmio não teve mais forças para atacar.
Aliada à atuação infeliz de seu comandante, muitos jogadores gremistas também fracassaram. Léo e Rever pareciam nervosos, enquanto os volantes não marcavam ninguém. As jogadas pelas alas não funcionaram e os meias Tcheco e Souza sucumbiram diante do trio Guiñazu, Magrão e Sandro.
E depois de uma jornada tricolor tão triste, os gremistas ainda precisam aturar as desculpas esfarrapadas e surradas de seu treinador. Prepotência, arrogância e ironia barata durante as entrevistas, já são marcas registradas de seu comando.
E Roth ganha R$ 200 mil pra isso. É duro...

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Empate amargo


Ontem o Grêmio foi muito bem e Celso Roth finalmente foi coerente e inteligente, escalando o que tem de melhor. O meio campo funcionou exatamente como tem que funcionar: Tcheco organizando e distribuindo o jogo (além de marcar), Souza arrastando a bola com velocidade e habilidade e Adilson marcando muito e saindo com boa qualidde. A zaga e as alas também estiveram bem. No ataque Jonas foi esforçado e produziu razoavelmente bem. Em contrapartida, Alex Mineiro foi muito mal, o pior gremista em campo.

Dentre diversar teorias para o insucesso tricolor na noite de ontem, pode-se citar duas:


O azar que persegue Roth


Ano passado Roth fora traído pela sorte. Colaborou com uma boa dose de incompetência, porém teve também muito azar.

O azarado de carteirinha caracteriza-se por não atingir seu objetivo mesmo quando faz tudo certo e, quando vai tentar mudar o que já está certo, melhora mais ainda. Esse foi Roth ontem. Inteligente, competente e infeliz.


Um novo Tuta?


O Grêmio jogou com dez homens ontem. Alex Mineiro fez tudo errado. Errou as jogadas de pivô, errou as tabelas e ainda errou dois gols claros – num passe de Jonas em que adiantou a bola e outro num corta-luz de Tcheco.

Todos torcem pelo sucesso de Alex no Grêmio. Porém, dá claros sinais de que se encontra num processo de decadência. Seus números são muito ruins se comparados, por exemplo, aos de Jonas, que jogou menos da metade do tempo que o mineiro esteve em campo, mas marcou quase o dobro de gols.

Alex Mineiro chega a lembrar Tuta, centroavante que foi goleador onde passou mas por aqui caracterizou-se como “ex-atleta”.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Onde está ele?

Vejo a lista de selecionados de Celso Roth para a estréia na Libertadores e não vejo Makelele. Não compreendo a rejeição do treinador a este jogador. Há dois volantes reservas, Diogo e Orteman, e ainda o volante/meia Maylson, todos inferiores a Makelele.
Ou este blogueiro que vos escreve está louco e cego e quase todos com quem ele fala também estão; ou Celso Roth é dono de uma visão privilegiada e encontra mais futebol em Orteman e Diogo do que no pobre Makelele.
Por estas e outras convicções estranhas que, embora realize boas campanhas, Celso Roth sempre encontrará resistência da torcida onde quer que esteja.
Fosse um técnico vencedor, teria crédito para "apadrinhar" quem bem entendesse (a exemplo de Felipão). Como não é, deveria optar pelo que é mais racional.
Te liga Roth!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

E agora Roth?

Jonas realmente passa por um ótimo momento. Ao contrário das vezes anteriores, hoje os rebotes caem em seus pés e seus chutes, até os mascados e no meio do gol, acabam nas redes. A prova está na partida contra o Avenida, em que o Grêmio não fez uma boa partida, mas o suficiente para vencer o time de Santa Cruz do Sul.
Na contramão deste sucesso está Alex Mineiro, responsável por várias boas jogadas, mas que não consegue fazer gols.
A lesão de Willian Magrão abre uma vaga no meio campo. A contratação de um volante, que era importante, agora deve ser emergencial e prioritária. Até isto acontecer, se Roth mantiver o 3-6-1, o substituto de Magrão deveria ser Makelele. Volante voluntarioso, participativo, vibrante e que invariavelmente entra bem nos jogos, merecia uma chance até Magrão voltar ou até a contratação de alguém melhor.
Bem, a questão agora é saber como Roth administrará o ataque gremista. Se ano passado a desculpa era a falta de opções, o quadro este ano demonstra o contrário. Alex, Jonas, Herrera e Maxi. Qual será o ataque gremista?
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