terça-feira, 10 de novembro de 2009
Estranhas convicções
Os conceitos da direção
A direção acertou em trazer Autuori. Pelo menos, pensou grande. Pode não dar certo ou até ir embora antes do previsto. Mas pelo menos não pecou pela omissão.
Mas em outros casos atuou de maneira, pelo menos, curiosa.
O Grêmio tentou por quatro meses contratar Renato, meia canhoto, sem sucesso. Aí apareceu Gilberto, meia e lateral canhoto. O diretor Meira explica que, com a renovação de Souza, não precisava mais de um meia. Ora, Souza já estava no Grêmio quando da tentativa de Renato. Entenda, se puder...
Marcelinho Paraíba pediu um contrato de dois anos para vir ao Grêmio. O tricolor, por sua vez, negou. Para compensar, renovou por mais quatro anos o vínculo com William Thiego.
Outro motivo para a não contratação de Marcelinho foi a idade avançada do atacante. O mesmo motivo de Paulo Baier. Para derrubar por terra o próprio conceito, convicção, idéia ou seja lá o que for, o Grêmio traz o volante Túlio, 35 anos e uma carreira vazia. Compreendeu a lógica? Claro que não, ela simplesmente inexiste!
Conceitos da torcida
Grande parte da torcida odeia o jogador Tcheco. Valem-se da falta de mobilidade, da deficiência física e outros motivos para justificar parte de sua ira. Alguns enxergam Tcheco com problemas muito maiores do que aqueles que realmente tem e associam de maneira absurda o futebol do meia com o jejum de grandes títulos que tem acompanhado o tricolor.
Pois Tcheco hoje é assediado pelo Corinthians, clube que montará um supertime para a Libertadores do ano que vem. Na equipe que tem Defederico e quer Riquelme, há lugar para o desprezado Tcheco. Por que será?
Para um time que não disputará nada além da Copa do Brasil de 2010, Tcheco não serve. Para o clube de Ronaldo, com mais mídia no país e que mais investirá no ano que vem, o meia é imprescindível. Alguém está errado nessa história...
Conceito nem só se concorda ou não. Pode-se também discutí-lo. Comente.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
11 X 8 = 1 X 1
Mesmo inicialmente inerte ao jogo ou ao resultado em si, no segundo tempo confesso que torci muito para o Grêmio. É muito difícil ficar alheio numa partida contra o São Paulo, grande inimigo nos últimos anos.
Apesar
da torcida e da vantagem numérica à quinze munutos do fim, a vitória não veio. O Grêmio teve poucos recursos táticos e técnicos, que não foram suficientes para vencer a competente defesa paulista. No final, num jogo de 11 contra 8, o placar ficou mesmo no 1 a 1. Empate ruim para ambos. Bom apenas para manter a emoção no final do campeonato.Até quando?
- Até quando Thiego jogará no Grêmio?
- Até quando Lúcio como titular?
- Até quando Souza vai ficar sem jogar?
- Até quando Rafael Marques vai ficar fazendo m****?
Responda, se puder...
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Também desisto, Lédio
- Além desses seis, Luiz, não descarte o Grêmio. Se ganhar do Santo André hoje, pode entrar na briga por uma das quatro vagas para a Libertadores.
Luiz Carlos fez as contas e concordou. Essas mesmas contas eu fiz nas 10 últimas rodadas. E quase sempre me dei mal. Eu apostava e acreditava no Grêmio, e ele só me derrubava. Como aconteceu ontem. Perdeu mais uma: Santo André 2 a 0. Sem choro nem vela.
Agora, eu desisto de vez. Não vou mais acreditar no Grêmio em 2009. Cansei de esperar que a teoria virasse prática. Mas não deu. O bom time que o Grêmio montou não deu em nada. Culpa de quem? Bem que eu gostaria de saber. Mas está claro que não há mocinho na história. Da diretoria à comissão técnica de grife, passando por VÁRIOS jogadores, todos fracassaram. Paulo Autori pediu jogadores com perfil de vencedor para a próxima temporada. Ué, só descobriram que faltava isso agora, em novembro? Só Dr. House pode explicar o forfait gremista em 2009.
Desisto. E feliz ano novo para o Grêmio. 2009 já era."
O texto acima, retirado do blog do excelente Lédio Carmona, no Globoesporte.com, poupou-me o trabalho editorial deste inicio de semana. O autor, feliz e coerente em todos os comentários referentes ao Grêmio desde o início do certame, foi correto também agora, com o tricolor derrotado. Tomado pela ira e pela frustração de quem realmente acreditava neste Grêmio, é melhor abster-me de escrever algo sobre o meu time.
E o Internacional???
Como previsto neste blog há mais de um mês, o time montado para ser campeão brasileiro brigará pela pré-Libertadores. Muito pouco para o segundo time mais caro do país. Será que os colorados aparecem por aqui esta semana?
Parabéns ACBF
Fora dos holofotes, a ACBF conquistou ontem o título da Liga Futsal, derrotando a poderosa Malwee dentro da Arena Jaraguá, onde o time de Falcão e cia. é praticamente imbatível, por 5 a 4.
Com o fracasso de Grêmio e Inter no Brasileirão, talvez o título do time de Carlos Barbosa seja o único orgulho do futebol gaúcho neste fim de temporada.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Grêmio 3 X 1 Avaí: renasce a esperança
Jogando com dez homens, o Grêmio foi bem melhor.
Essas estranhas convicções são fatos. O Grêmio que jogou contra o Avaí, sem pressão por Libertadores e sem Rochemback, lembrou um Grêmio aguerrido, esforçado e disposto, bem pouco visto neste 2009.
Com as voltas de Tcheco e Maxi, o Grêmio melhorou bastante no meio e no ataque. Mesmo recuado após a saída de Rockemback, o ex-capitão manteve o nível de atuação, dando proteção e, quando possível, armando jogadas. A grande sacada de Paulo Autuori foi retirar a braçadeira de capitão de Tcheco. Fosse eu o treinador, retiraria do meia também a camisa 10. Esses dois fatos - a braçadeira de capitão e a camisa 10 - só aumentam a birra da parte menos inteligente da torcida sobre o meia. Sem a braçadeira e com a camisa 11, 8 ou 17, por exemplo, Tcheco seria bem menos visado e, consequentemente, menos cobrado.
Outra boa notícia da rodada foram os resultados paralelos. A distância do G-4 caiu de 8 para 5 pontos. Vencendo o Santo André domingo, essa distância cairá ainda mais, tornando o jogo contra o São Paulo, na próxima semana, uma verdadeira guerra para a caminhada do Grêmio.
Entretanto, não quero me iludir mais e esperar o que parece impossível para o tricolor. Já me conformei com a Sul-Americana e tenho medo de me decepcionar novamente.
Esperança existe, fé nem tanto...
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Tá virando rotina...
Um Grêmio novamente desm
otivado e cansado foi a campo no Beira-rio ontem. Sem espírito algum de Grenal. No Inter, ao contrário, via-se D'Alessandro distribuindo carrinhos e marcando dentro de sua própria área. O gol à dois minutos de jogo selou o destino da partida. A falha de quem não falha deu indícios que dificilmente o Grêmio sairia vencedor.Até aí tudo bem. Incompreensível é o Grêmio atacar sem força alguma, exercendo uma pressão mentirosa, possibilitada simplesmente pela postura mais defensiva adotada pelo adversário na tentativa de administrar o resultado no segundo tempo. A única chance foi uma bola escorada de Souza, que o imprestável Herrera tratou de perder num lance completamente bisonho.
Paulo Autuori não é o único culpado. Há jogadores muito ruins individualmente. Fábio Rochemback - que, confesso, também enganou este que vos escreve, mostra porque nunca fez sucesso na Europa. Lúcio, o outro grande reforço, não tem condição alguma de jogo, erra quase todas as jogadas na qual participa e demonstra estar mais perto da aposentadoria do que da recuperação. Só pra citar dois exemplos. Deu saudades de Tcheco no meio e Maxi Lopez no ataque.
Para refletir...
Quem assistiu ao clássico inglês Liverpool X Manchester, deve ter notado um fato no intervalo e ao final da partida: ninguém troca camisas. O respeito pela torcida vai além da amizade ou de interesses pessoais diversos. No meio do Grenal aconteceu um enorme troca-troca. Aqui, além do futebol, esqueceu-se dentro do vestiário o respeito e a consideração pelo torcedor.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
A missão tricolor
A tarefa tricolor nestes últimos oito jogos não é nada fácil, mas também não é horrível. A matemática diz que é necessário vencer seis partidas. Uma dessas vitórias essenciais para o objetivo gremista terá que acontecer domingo, diante do rival Inter.Além do Grenal, o Grêmio enfrentará o Avaí (casa), o Santo André (fora), São Paulo (casa), Cruzeiro (fora), Palmeiras (casa), Barueri (casa) e Flamengo (fora). Considerando que o time perca seus jogos mais difíceis fora de casa (Cruzeiro e Flamengo) e vença as demais em casa, sobram dois jogos chave: Inter e o quase rebaixado Santo André. Portanto, nada de impossível.
A missão mais difícil neste caminho é o Inter. A concretização do objetivo tricolor passa pelo Grenal.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Grêmio X Flamengo, parte dois

"Já vi esse filme". Foi o que passou pela cabeça de muitos gremistas após a partida do Grêmio contra o Coritiba, no último domingo. Como na partida contra o Flamengo, a equipe gaúcha deu espaços e proporcionou inúmeras chances ao time paranaense que só não fez dois ou três gols porque Victor é um dos melhores goleiros do planeta.
Em meio à muita posse de bola e pouca inspiração, o tricolor fez seus dois golzinhos, que mantém ligados os aparelhos que sustentam o sonho de uma classificação à Copa Libertadores.

