ANO VI

ANO VI

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Por quê?

No amistoso de ontem da Seleção Brasileira contra a França, velhas convicções vieram à tona. A principal delas, que a imprensa corporativista esconde ou tenta encobrir sabe-se lá porquê, é a presença constante de Robinho como titular, de maneira quase indiscutível e ainda por cima representando o selecionado canarinho como capitão.
Na minha opinião, Robinho é um exemplo de inutilidade em termos de seleção. Sustenta-se como selecionável devido à uma boa Copa América e uma interessante exibição em amistoso contra a Itália, ambas nos tempos de Dunga.
Sem transmitir qualquer tipo de temor no adversário, praticamente nunca desequilibrar uma partida em favor do Brasil, tampouco exercer qualquer tipo de liderança significativa, o jogador não justifica sua titularidade, muito menos como capitão.
Outras convicções de Mano Menezes, como Elias, André Santos e outros resevas menos expressivos, parecem mais comprometer o início do trabalho do gaúcho do que auxiliá-lo no processo de renovação da seleção. Perdem a chance de tornar-se expoentes dessa geração e colocam em xeque as idéias de seu líder.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Sem atacante, sem título

Vencendo o Caxias, no último sábado, por 2 a 1, o Grêmio cumpriu com sua obrigação, já que atuava com o time principal. Preocupações com o Gauchão à parte, o que mais traz dor de cabeça à nação azul são as contratações.
Lógico que as aquisições do malandro Carlos Alberto e do argentino "ex-grande-jogador" Escudero trazem certa esperança. Mas eles terão que ir muito além de suas últimas aparições: apesar de ícone no fraquíssimo Vasco, C.A. há anos não é mais aquele. Além disso, suas peripécias extra-campo tem ganho mais destaque do que suas conquistas com a redondinha. Já Escudero, de grandioso debu no Vélez e milionária venda ao futebol espanhol, passou a reserva sem prestigio de um obsoleto Boca Juniors. Mas o Grêmio é campeão universal de resgate de jogadores aparentemente decadentes. Tomara que C.A. e Escudero não fujam à regra.
Enquanto isso, a dureção dá por encerrado o ciclo de contratações para a Libertadores. Tremendo erro. Parece que esquecer da promessa do "grande atacante". Sem um segundo atacante, que jogue ao menos 50% de Jonas, vai ficar muito difícil chegar a algum lugar.
Como o velho ditado dentro do mundo do treinamento físico, sem dor, sem ganho; no Grêmio o provérbio é semelhante: sem atacante, sem título.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Gol de Renato!

Renato não esteve em campo ontem. Mas praticamente marcou dois gols. Prejudicado pela ineficácia na saída de bola, sacou o limitado Adílson quando o Grêmio já perdia o jogo, para colocar a incógnita chamada Vinícius Pacheco. O renegado flamenguista não foi brilhante. Mas foi iluminado, marcando dois gols que selaram a vitória tricolor, colocando-o da fase de grupos da L.A.. Além dos méritos de Pacheco, o crédito também vai para Renato, que teve coragem para mexer no time ainda no primeiro tempo, torná-lo mais ofensivo e buscar a vitória com agressividade.

Não chore, Corinthians!
A piada do início de ano é paulista. Imitando seu parente Internacional, que perdera para o glorioso Mazembe no fim do ano passado no mundial de clubes, o timão (timão?) perdeu para o Tolima e se tornou o primeiro clube brasileiro a ser eliminado na pré-Libertadores. Zebra? Fiasco? Mico? Nada disso. É só o Corinthians de sempre na Libertadores...

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

A promessa

Grêmio 2 X 1 Internacional
No Grenal mais "sem sal" da história, deu Grêmio. Foi bom vencer os vermelhos, embora muito pouca coisa boa pode ser vista. E a velha tese se confirma: mesmo não estando com o time, a presença de Celso Roth no ambiente colorado já contaminou sua trupe com a maldição em clássicos que já lhe é típica.

Cadê o cara???
Em meio à disputa da pré-Libertadores, o Grêmio rasteja para conseguir contratar. Até agora, só um reforço de bom nível chegou (Rodolfo), o que é completamente insuficiente para as pretenções tricolores em 2011.
A direção divulga as buscas por um novo atacante titular para substituir Jonas. Até agora em vão. Com esse discurso, praticamente descarta a vinda de um outro volante, anteriormente tida como proritária.
E nesse marasmo completo segue o Grêmio rumo à fase de grupos na L.A.. Pela primeira vez em sua recente história, com um time inferior à equipe que o classificou à competição.
Promessas e mais promessas, com nomes e prazos que nunca são cumpridos, além de fracassos e "fails" em negociatas simples, são marcas desde inicio de gestão Odone.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Sem Jonas e bom futebol, Grêmio empata no Uruguai

O Grêmio estreou ontem na Libertadores (ou pré-Libertadores) com um 2 a 2 em Montevidéu num jogo com cara de pelada. Tanto pelo campo típico de interior gaúcho, quanto pelos gols malucos que foram marcados. Um deles numa falha incrível de Victor.
No contexto de mata-mata, o empate fora é um bom resultado.
O Grêmio deverá classificar-se à fase de grupos da L.A. na próxima semana.
Acho que a maior dúvida dos gremistas nem era o resultado em si, já que poucos acreditavam que outro fato "mazembístico" pudesse ocorrer num intervalo tão curto de tempo. A questão era o comportamento do time nesta nova era, sem seu melhor jogador.
Pois é: Jonas fez falta e fará ainda mais no futuro. Será difícil substituí-lo à altura. Ainda mais com a força de vontade de nossa direção.
Tomara que os ventos mudem de rumo!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Odone: discurso de político, atitude de político

Terrível o sentimento que toma conta dos corações tricolores neste início de ano.
2010, que terminou promissor - vide a classificação dramática á Libertadores, a eliminação precoce do Inter no mundial e a iminência da contratação do astro Ronaldinho - serviu apenas de prólogo de uma história que não se desenvolve nada a favor do Grêmio.
A decepção com o caso Jonas só dá seguimento ao calvário que o Grêmio cruza fora das quatro linhas.
Mas fica a pergunta:

Quem está errado? 


Parte da torcida que compra a idéia de amor ao clube e cobra de Ronaldinhos e Jonas da vida é tão ingênua quanto se diz a direção.
Amor ao clube inexiste ou, no máximo, é raridade (Rogério Ceni, Marcos e Totti são exemplos). A direção, que diz ter acreditado em Assis e agora em Thiago Golçalves, anda na contramão do profissionalismo e da responsabilidade que o futebol exige.
Depois da cagada coisa feita, vai a público criticar procuradores, jogadores, imprensa e até a gestão anterior, que, com multa baixa ou não, ao menos conseguiu manter o jogador. E ganhando a metade do que ganhava o Souza... E o pior é que parte da torcida compra esse discurso, do marido traído, que amava e tratava bem a esposa e que, sem motivo algum, foi passado pra trás.

Político é político


Quem compra o discurso "odonista" é tão ingênuo quanto o próprio diz ser: é sempre a vítima e a culpa nunca é sua. Não esqueçamos a origem politiqueira de nosso mandatário. Por essa e outras, seu discurso deve ser ouvido sempre com muitíssimas ressalvas.
A incompetência e a inércia também são marcas registradas desta direção até agora. As duas negociações mais importantes fracassaram e nenhuma contratação digna do Grêmio foi efetuada.

Por essas e outras o ano se desenha assim: preocupante. Depois de uma batalha em campo e fora dele por uma classificação à Libertadores, participar por participar é muito frustrante para todos.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Grêmio e Renato: vitórias e paradigmas

Há um mês sem postar, devido ao excesso de afazeres que garantem o meu sustento, retorno a escrever vendo um Grêmio consolidado na briga pela "duvidosa" quarta e última vaga à Taça Libertadores.
A partida do último sábado mostrou um Grêmio bastante consistente (como vem sendo nas últimas partidas) e extremamente motivado. Esta é a maior virtude de Renato: o ânimo e a união que se vê claramente em cada jogada no time azul. E quando não erra um caminhão de gols, o resultado vem fácil e elástico: 5 a 1 contra o Ceará.
O tricolor vem forte e, talvez, favorito a esta condição (de Libertadores) devido aos dois confrontos diretos que terá contra o Atlético do Paraná e Botafogo dentro do Olímpico. Decide tudo em casa. A próxima partida, contra o Santos, pode servir para facilitar ainda mais a missão.

O caso Renato
Quem viu ou ouviu a estrevista pós jogo do técnico Renato talvez tenha ficado tão ou mais frustrado que eu. Renato não parece disposto a ficar. Os valores vinculados aos meios de comunicação, que teriam sido exigidos por Renato, beiram o absurdo e chegam, por exemplo, aos níveis de Muricy Ramalho, tricampeão brasileiro.
Renato chegou humilde, diferente daquele vice campeão da Libertadores no Fluminense. Hoje, com o Grêmio sem risco de rebaixamento e com a melhor campanha do segundo turno, a coisa mudou, a marra voltou e renasceu o Renato de sempre.
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