Não quero discutir os detalhes financeiros do projeto, sua viabilidade e sua sustentabilidade nesses longos 20 anos que virão;

Cito um exemplo: a proibição da camiseta preta em jogos. Na ocasião do debate, certos conselheiros agarraram-se a um estatudo igualmente pré-histórico para assegurar-se que a "shadow" não entraria no vestiário.
Agora, prendem-se ao saudosismo para evitar o progresso. O Grêmio tem uma história linda na Azenha, com incontáveis títulos. Mas na mesma casa também disputou duas segundonas. Onde houve glória, também houve tragédia. Por isso, esse argumento não serve.
Mas, como escrevi antes, não é no estádio que quero me direcionar. O que me intriga são as cabeças que estão no Grêmio há décadas. Trocam cargos, funções e correntes políticas internas; porém, estão sempre lá. Observe a lista de conselheiros e veja quantos nomes você já ouve falar há anos. Muitos. Outro fator curioso é a faixa etária: eu queria muito saber a média de idade de quem manda no meu time.
Não há como tirar o mérito de muitos que lá estão, pois ajudaram a construir a história de um grande clube. Mas também não existe como negar que o tempo passou e a cabeça de alguns não acompanhou tal evolução. É como um jogador de futebol: tem seu prazo de validade.
Sinceramente, às vezes o Grêmio me parece uma instituição dos tempos da monarquia, dominado por certas famílias que ocupam o topo da pirâmide social e sendo comandado por seres jurássicos que pensam ser eternos. É isso. O Grêmio parece um parque dos dinossauros.