ANO VI

ANO VI

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Grêmio de Roger é outro

Definitivamente, o Grêmio de Roger é outro. Venceu a melancolia, o atraso e o estilo modorrento do antecessor Felipão.
Embora careça de ajustes defensivos, o novo Grêmio, que ontem venceu o outrora badalado Corinthians, lembrou-me um antigo Grêmio comandado pelo derrotado de ontem: o Grêmio de Tite!
Desde aquele longínquo 2001 não observava no Grêmio um tão consciente toque de bola, uma movimentação tão fluente e uma leveza extremamente eficaz. Sem chutões, lançamentos ou bolas rifadas. Sem aquele jogo pesado e sem fluência proposto pelo antigo treinador.
O curioso é que os jogadores são os mesmos. Mas com outra atitude. O Luan de ontem foi um Luan nunca antes visto. Indícios de que o vestiário gremista não era ambiente muito amistoso...
Enfim, o Grêmio de Roger dá sinais que podemos ter um futuro. Talvez não um futuro de títulos este ano, mas uma perspectiva muito superior àquela que se projetava com o melancólico time de Felipão.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

O que fizeram do meu Grêmio?

De apenas um início preocupante, como a última postagem sugeriu, o Grêmio passou a possuir um diagnóstico assustador. Sem time decente, treinador focado e direção competente, o tricolor corre sérios riscos no iniciante ano de 2015. O processo de apequenamento do Grêmio ganhou força, e o que parecia ruim deve ficar ainda pior.

Time insuficiente
Os erros em relação ao plantel são visíveis e grosseiros. Dispensas descabidas (como a de Zé Roberto e Riveros) e contratações que beiram a provocação (Douglas, Galhardo e Marcelo Oliveira) merecem destaque pela falta de inteligência. As vendas de Barcos e Moreno só evidenciaram ainda mais a disfunção mental que acomete os gestores do clube.

Treinador perdido
Felipão parece perdido e desfocado. Quem escuta sua entrevista, testemunha a distribuição gratuita de mal humor, ironias baratas e respostas irrelevantes. No vestiário, o excesso de poder conferiu-lhe iniciativas que só trouxeram dano ao clube, deste a indicação de jogadores pífios, até a demissão do melhor preparador físico do Brasil e consequente contratação de seu sobrinho. A falta de preparo para administrar a situação atual culminou com o pitoresco acontecimento do último sábado, em que o lendário treinador abandonou o banco de reservas com a partida em andamento.

Direção incompetente
Sem dúvidas, a principal responsável pela situação é a direção. Uma administração que já foi conivente com Luxemburgo e sofreu as consequências, agora repete o erro com Felipão. Um presidente omisso que se mantém longe do vestiário; que prega redução de gastos mas sustenta um diretor remunerado chamado Rui Costa, que em mais de dois anos gastou o que podia e não podia com contratações, sem ganhar um estadual sequer! E o mais incrível é que se conserva empregado depois de flagrada sua incompetência. Outro exemplo de despreparo administrativo é a manutenção do indivíduo Murtosa no quadro funcional do clube. Alguém por favor responda: pra quê? Então o clube não tem recursos para a manutenção de pelo menos um de seus dois centroavantes; também não tem dinheiro para contratar; mas consegue dar continuidade nos salários de dois parasitas?
Outra coisa não explicada é para onde vão os valores arrecadados pelo clube. O montante é equivalente ao Internacional, tanto em arrecadação social, cota de televisão e patrocínios. Então o por que tamanha diferença?

E assim segue o Grêmio. Sem qualquer perspectiva positiva para o ano de 2015. O que estão fazendo com nosso clube é inaceitável e imperdoável. O Grêmio não merece isso!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Início preocupante

Depois de um final de ano melancólico, conquistando ridículo um ponto em doze disputados e jogando a vaga à Libertadores ralo adentro, o Grêmio de Felipão está conseguindo iniciar 2015 de maneira pior. É uma sequência absurda de precipitações e equívocos, tomadas por pura incompetência e até má fé, em alguns casos.
Gostaria que o gremista parasse e pensasse sobre alguns pontos... que refletisse sobre os últimos acontecimentos e tirasse uma conclusão diante dos fatos dos últimos meses.
Alisamos então alguns deles:
Perda da vaga à Libertadores: a Grêmio fez a inacreditável façanha de vencer 1 ponto nos últimos 12 que disputou, perdendo a vaga à copa continental. Qualquer treinador seria questionado; Felipão, não!
Dispensa de Zé Roberto: ato de uma falta de sensibilidade imensa. Jogador integrado, líder e identificado, eleito melhor lateral esquerdo do Campeonato Brasileiro. Já havia diminuído pela metade seu salário no ano anterior, o que invalida a desculpa do alívio da folha. Sem contar na dificuldade que é encontrar um lateral de qualidade no mercado.
Liberação de Riveros: melhor volante do time liberado a troco de bananas.
Contratações duvidosas: Cito duas que geram dúvidas quanto a integridade do negócio: Galhardo (O Bahia rebaixado sequer fez menção de renovar o empréstimo) e Marcelo Oliveira (dispensado do quase rebaixado Palmeiras). Além disso chegou Douglas, de qualidade um pouco superior, mas que já despertara a antipatia da torcida em sua primeira passagem.
Demissão de Fábio Massaredjian: Grêmio demite melhor preparador do Brasil para contratar sobrinho de Felipão com competência questionável. Atitude infeliz, pra não dizer outra coisa...
Inauguro os posts deste ano com esse desabafo, de um gremista triste e inseguro para o futuro. De um gremista também descrente com Felipão, outrora vencedor, mas que parece cada vez mais obsoleto. Tenho um sentimento parecido com o da era Vanderlei Luxemburgo, quando foi dado muito poder ao treinador para montagem da comissão e grupo de jogadores e mais tarde, quando era flagrante sua desqualificação, o clube apoderou-se de uma herança lastimável.
Que não seja o mesmo destino de Felipão!


quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Aranha, religião e marketing

Nesta manhã, leio nos noticiários esportivos a intenção do Grêmio em realizar uma recepção especial ao goleiro Aranha, como uma espécie de pedido de desculpas pelos infelizes acontecimentos do mês passado, que culminaram com a exclusão do clube da Copa do Brasil e rotularam definitivamente a entidade e sua torcida como racistas.

Mas leio também que a ideia foi rechaçada pela dificuldade de relacionamento com o próprio goleiro ofendido. Parece que Aranha, que já negou encontro com a desastrada Patrícia, também quer distância do clube Grêmio e faz questão de deixar isso bem claro.

O goleiro santista, casado com uma bela loira, demonstra uma personalidade forte, um ego inflamado e uma falta de humildade determinante. Algo que não é nada coerente a doutrina cristã que alega ser seguidor. Pronuncia sua religiosidade aos quatro cantos, mas ignora o perdão da agressora. Parece que a fé desse pseudo-cristão nada mais é do que mais um detalhe do seu marketing pessoal, como é comum a tantos jogadores.

E, convenhamos, o marketing é o forte do Aranha. Com a publicidade que deu ao enfraquecido Santos, garantirá mais alguns anos de contrato.Ou alguém lembra de alguma grande jornada do arqueiro? Uma grande defesa? Uma sequencia de intervenções? Nada. Aranha, o goleiro mediano que se tornou notícia sem defender nada, foi o mais beneficiado de toda essa triste história.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

A irresponsabilidade que custa caro

O Grêmio se envolveu em mais uma polêmica na última semana. Não bastassem os problemas em campo (no qual decepciona há anos) e na política (em que a discórdia é marca registrada nos bastidores), nosso  tricolor agora é um clube racista. E esse é um péssimo rótulo para o já pouco amado Grêmio...

É lógico que as ofensas de cunho racial têm o único objetivo de vencer o jogo psicológico que se estabelece dentro de uma partida de futebol. Como o time do Santos vencia o jogo, nada mais natural num estádio de futebol do que oferecer ofensas pra todos os gostos. 

Por isso, duvido que as pessoas que foram flagradas exercendo tal ato sejam realmente racistas. Uma pessoa com preconceito racial nega qualquer relação com seres da raça ao qual apresenta rejeição, evitando manter, inclusive, laços de amizade. Novamente, duvido que seja o caso. 

O que não pode-se negar é a inocência, irresponsabilidade e infelicidade (pra não dizer coisa pior!) de realizar o ato, sabendo das consequencias que este tipo de discriminação estabelece junto à opinião pública.. Na partida seguinte, repetir o conhecido cântico contra o arquirrival, fato trivial em todas as partidas que o Grêmio está vencendo, foi de uma infantilidade tremenda diante da situação ao qual o clube se encontra.

Graças a essa combinação de situações desastradas, o clube deverá ser excluído da Copa do Brasil (onde tinha chances nulas na partida de volta), perder mando de campo e pagar multa pesada. Algo trágico num ano que já se encaminha mal.

Com certeza, o racismo não é uma marca do clube. Heróis negros estão imortalizados na lembrança da entidade e torcida. Mas infelizmente a atitude de alguns mancha a história do clube e de seus aficionados.


terça-feira, 12 de agosto de 2014

Grêmio: desastre técnico, tático e anímico

Me assustou o Grêmio de domingo.

Na minha opinião, simplesmente um desastre técnico, tático e anímico.

A escalação pareceu uma brincadeira de completo mal gosto: um lateral fraco improvisado na ala oposta; um volante limitado quebrando galho na lateral; o melhor volante sacado do time e sem armador no meio campo. Esse foi o Grêmio na volta de Luis Felipe Scolari.

Com essa formação medonha, era previsível o fracasso técnico e tático que o Grêmio alcançaria. Peças já desgastadas, como Werley, Pará, Barcos e Ramiro se aliaram às apostas estranhas de Felipão, tais como Rodriguinho e Fellipe Bastos. Este último, por sinal, um completo fracasso, principalmente nas bolas paradas.

Além disso, a improvisação nas laterais limitou essa zona do campo à simples preocupação defensiva, restando ao tricolor as tentativas de penetração pelo meio. Mas como entraria por essa região, se nosso treinador não escalou sequer um armador?

Entretanto, imprensa e  treinador viram outro jogo. Viram um Grêmio que "dominou" o primeiro tempo. Desconheço domínio que não seja traduzido em posse de bola agressiva e situações de gol. O Grêmio simplesmente marcou o Inter no primeiro tempo e limitou-se explorar contra-ataques que não se encaixavam.

Outra questão, outrora destacada virtude do treinador, não funcionou no Grenal. Faltou motivação, energia que o clássico exige. O maior exemplo é nosso capitão, que joga um Grenal com o mesmo comportamento com que se enfrentasse o Aimoré de São Leopoldo.

Luis Felipe terá mais tempo. Mas necessitará rever alguns conceitos, principalmente aqueles relativos à sua escalação e alguns aspectos táticos. No início, definitivamente, o treinador foi muito mal.

E o Inter venceu outro. Bom, isso, infelizmente, já não é mais novidade.




quinta-feira, 24 de julho de 2014

Grêmio: 7 a 0 em treino não é normal

Leio há pouco que o treino Grêmio - um coletivo entre titulares e reservas - terminou com o placar de 7 a 0 para os suplentes. Parece mentira, mas infelizmente não é.

Sim, é um treinamento. Mas não, não é normal.

Na escolinha de futsal onde trabalho, se promovo um treino no qual meus titulares são humilhados pelos reservas na presença dos meus chefes, certamente sou questionado e cobrado.

Mas no Grêmio parece que não. No Grêmio tudo pode!

Nosso centroavante, que durante a Copa preocupou-se mais em ir a jogos e co-apresentar programas na ESPN do que treinar, prefere ironizar a torcida do que fazer gols. Fato este que agrava-se quando se tem a informação que até em treinos o mesmo tem séria dificuldade em balançar as redes.

Outro problema é o treinador. O Grêmio nada evoluiu no intervalo do campeonato. Os problemas são os mesmos e só não maiores pelo acréscimo técnico que o plantel teve. E deve-se admitir que, apesar da omissão da direção em episódios que envolvem treinador e um ou outro jogador, o Grêmio tem um dos melhores plantéis do país.

E isso é só pra citar dois exemplos dos problemas que enxergo no tricolor.

Na verdade, perdeu-se a chance de promover uma mudança durante o recesso da Copa do Mundo.

Talvez uma mudança não permitisse micos como esse: 7 a 0 para os reservas. É mole?
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