ANO VI

ANO VI

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Só com sorte!

A marca do time do Grêmio, que parece ainda mais pronunciada em 2016 se comparada ao ano passado, é a instabilidade. Uma variação de comportamento que coloca uma pulga atrás da orelha da torcida e até da sabichona imprensa, que não identificam o porquê de contrastes como os das duas últimas partidas, contra São Paulo e América, respectivamente.

Depois do bom jogo contra o time paulista, o Grêmio só não foi derrotado, como acontecera contra o Sport, por pura falta de qualidade do lanterna América. Uma partida apática, modorrenta e triste. Um comportamento técnico, tático e anímico que beira o amadorismo numa partida que poderia dar ao Grêmio a liderança. Difícil entender.

Mas também é difícil entender como uma equipe que só venceu duas partidas fora da Arena (e uma só fora de Porto Alegre) ainda mantenha-se a dois pontos do líder. Um bom sinal. Um sinal de sorte!

Pois só com muita sorte o Grêmio terá, neste perde-e-ganha frustrante, chance de terminar o campeonato com resultado melhor do que nos medíocres anos anteriores...

segunda-feira, 27 de junho de 2016

O título que ficou para depois

Confesso que o sonho de ser campeão parecia utópico. Quase impossível. Mas que acabaria de forma tão rápida também me soou surpreendente!

O Grêmio de quinta feira, derrotado na Arena pelo virtual rebaixado Vitória, e o de domingo, açoitado pelo medíocre Atlético do Paraná, foi o retrato da instituição que há 15 anos ganha nada: o Grêmio do sonho frustrado.

Sonho frustrado pela perpétua incompetência que acompanha a gestão tricolor há mais de uma década e que, neste ano, marcou presença mais uma vez.

Incompetência administrativa que ficou marcada por contratações, manutenções e dispensas de avaliação equivocada; e incompetência na gestão de futebol que treina, escala e substitui com igual equívoco.

Mudam diretores, técnicos e jogadores. Não muda o comum despreparo destes, nem seu discurso conformista que infelizmente contagiou a torcida.

E assim se passará mais um ano. O ano que marcou o 15° ano sem título decente. Meu Grêmio se acostumou a ser coadjuvante e minha torcida a se conformar. Mais uma vez, o título ficou para depois.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

O verdadeiro Roger

O vexame de Rosário, que culminou com a eliminação antecipada da Libertadores de 2016, serviu apenas para confirmar alguns conceitos que já eram notórios desde o final do ano passado.

Dentre as tantas constatações, principalmente na qualidade duvidosa de alguns jogadores que fizeram um bom campeonato brasileiro ano passado, destaco outra: a queda do técnico Roger.

Tido como mais promissor dos novos treinadores, Roger surgiu de maneira meteórica; alavancando um Grêmio decadente com métodos promissores e trabalho arrojado. O discurso, tanto nas vitórias, como nas derrotas, era coerente e verídico.

Hoje, o método de Roger é insuficiente para vencer um time de série C no Gauchão. A falta de treino de bola aérea, defensiva e ofensiva, é evidente. As opções táticas são quase nulas e alguns jogadores, além de limitados, são sabotados pelas idéias do treinador. Suas entrevistas seguem clichês e frases feitas típicas de chefes ultrapassados. Roger também erra em suas convicções em relação ao grupo: participou da liberação de Erazo, fato aqui citado em fevereiro, em prol das suas indicações Kadu e Fred. O fato da braçadeira de capitão com o fantasma Maicon  e o não aproveitamento do zagueiro Werley, são outros indícios da "panela" formada pelo ex-lateral.

Aos erros técnicos do comandante, soma-se seu imenso dom de irritar o torcedor com seu comportamento sem sangue, insonso e modorrento. Adjetivos que são reproduzidos  nas atitudes do time.

Perdido o semestre, o ano pode ter o mesmo infeliz destino. Se mudanças profundas não ocorrerem, teremos um futuro que já qualifica nosso treinador: uma monotonia inconsequente!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Erazo e a birra gremista

Independente do futuro gremista nas competições em 2016, um erro já pode ser confirmado: a dispensa do zagueiro Erazo.

Movido pela emoção e pela velha birra que teima em acompanhar os cartolas amadores, o Grêmio dispensou o zagueiro por motivo fútil - seja pela entregada no Grenal, ou pela pedida salarial inicial (que terminou com o zagueiro se oferecendo pelos mesmos valores do ano anterior). 

A liberação do zagueiro, que fazia a segunda melhor dupla de zaga do país, culminou com a contratação de dois zagueiros de qualidade questionável. Qualidade que ficou ainda menos evidente depois dos jogos que ambos fizeram.

Erazo não era o melhor zagueiro do mundo. Longe disso. Mas com ele, Geromel teve um campeonato brilhante, a bola aérea era controlada e a saída da defesa melhor.

Hoje, o Grêmio já cogita trazer um outro zagueiro. A idéia de poupar dinheiro foi ralo abaixo, já que pode ser necessário contratar três jogadores para suprir a ausência de um!

Apesar das poucas mas interessantes contratações, o Grêmio pecou em não fazer o simples. Errou em não se preocupar com o único setor estável do time: a defesa. E agora corre o risco de demorar seis meses para os ajustes, além de gastar o dobro!

O problema é que as competições não esperam tais adaptações, e o Grêmio pode pagar caro pela birra e pela emoção incontida de seus sanguíneos dirigentes!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

O blefe gremista: Um problema que transcende o tempo

Infelizmente, o amadorismo é característica intrínseca de dirigentes gremistas. Está no DNA. O jejum de sucessos caminha de mãos dadas com o absurdo despreparo de diretores inaptos nos últimos anos. É um problema crônico, interminável, que lamentavelmente transcende o tempo.

Novamente, vemos nomes ventilados a esmo. O próprio Grêmio, entenda-se direção gremista, trata de divulgar nomes aos montes, iludida com a falsa possibilidade de sucesso em negócios incertos. Os casos recentes, do lateral da Ponte Preta Rodinei e do argentino Lucas Zelarayan, do inexpressivo Belgrano, ilustra o retrato do fracasso e dos "micos" gremistas nos últimos anos. O caso do zagueiro Henrique deve terminar do mesmo jeito.

O que não se sabe é se os pobres dirigentes azuis são também inocentes enganados, ou espertalhões vendedores de ilusão!

O histórico recente nos remete ao caso Ronaldinho, protagonizado pelo folclórico Paulo Odone. As caixas de som no estádio Olímpico são lembradas até hoje. O lendário Fábio Koff, com o contrato de Lugano e o cheque de 100 milhões, também teve seus dias de fanfarronice e utopia. Portanto, a síndrome do blefe não é um problema de hoje.

Entre a incompetência, a inocência e o mal caratismo, existem milhões de gremistas que também se submetem ao ridículo por conta de seus representantes clubísticos. A já frustrante ausência de títulos acaba realçada pelos fracassos e fiascos administrativos de nossa direção. Eu pergunto: até quando?

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Felicidade parcial

De volta às postagens, após longo tempo desmotivado e até certo ponto não querendo ser repetitivo, escolho um momento de frustração para desabafar.

Desabafar porque cheguei à conclusão que, para nós gremistas, a felicidade só se apresenta de maneira parcial. Desafortunadamente, essa é a verdade.

Caminhamos para mais uma Libertadores da América. Libertadores que mais uma vez, pelo que parece, atuaremos como nada mais que coadjuvantes. Observe: a felicidade inicial está acompanhada de uma preocupação com o futuro que se avizinha.

Vencemos o Inter por 5 a 0 no primeiro turno. Ontem, numa jornada de completa infelicidade e incompetência, perdemos por mísero um a zero. Mas um placar magro que pode dar um lucro gordo aos colorados: a classificação a copa continental para os vermelhos é uma realidade ameaçadora. Numa partida sem qualquer motivação, time apático e modorrento, o Grêmio se prestou a dar chance ao azar. O magro 1 a 0 ofuscou em parte o 5 a 0 de meses atrás. Repare que nossa felicidade completa ficou novamente pelo caminho.

Vice-campeonatos, semi-finais, quase campeão, quase deu, entre outras, são expressões corriqueiras no vocabulário gremista nos últimos anos; expressões que refletem nada mais que uma felicidade apenas parcial

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Grêmio de Roger é outro

Definitivamente, o Grêmio de Roger é outro. Venceu a melancolia, o atraso e o estilo modorrento do antecessor Felipão.
Embora careça de ajustes defensivos, o novo Grêmio, que ontem venceu o outrora badalado Corinthians, lembrou-me um antigo Grêmio comandado pelo derrotado de ontem: o Grêmio de Tite!
Desde aquele longínquo 2001 não observava no Grêmio um tão consciente toque de bola, uma movimentação tão fluente e uma leveza extremamente eficaz. Sem chutões, lançamentos ou bolas rifadas. Sem aquele jogo pesado e sem fluência proposto pelo antigo treinador.
O curioso é que os jogadores são os mesmos. Mas com outra atitude. O Luan de ontem foi um Luan nunca antes visto. Indícios de que o vestiário gremista não era ambiente muito amistoso...
Enfim, o Grêmio de Roger dá sinais que podemos ter um futuro. Talvez não um futuro de títulos este ano, mas uma perspectiva muito superior àquela que se projetava com o melancólico time de Felipão.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

O que fizeram do meu Grêmio?

De apenas um início preocupante, como a última postagem sugeriu, o Grêmio passou a possuir um diagnóstico assustador. Sem time decente, treinador focado e direção competente, o tricolor corre sérios riscos no iniciante ano de 2015. O processo de apequenamento do Grêmio ganhou força, e o que parecia ruim deve ficar ainda pior.

Time insuficiente
Os erros em relação ao plantel são visíveis e grosseiros. Dispensas descabidas (como a de Zé Roberto e Riveros) e contratações que beiram a provocação (Douglas, Galhardo e Marcelo Oliveira) merecem destaque pela falta de inteligência. As vendas de Barcos e Moreno só evidenciaram ainda mais a disfunção mental que acomete os gestores do clube.

Treinador perdido
Felipão parece perdido e desfocado. Quem escuta sua entrevista, testemunha a distribuição gratuita de mal humor, ironias baratas e respostas irrelevantes. No vestiário, o excesso de poder conferiu-lhe iniciativas que só trouxeram dano ao clube, deste a indicação de jogadores pífios, até a demissão do melhor preparador físico do Brasil e consequente contratação de seu sobrinho. A falta de preparo para administrar a situação atual culminou com o pitoresco acontecimento do último sábado, em que o lendário treinador abandonou o banco de reservas com a partida em andamento.

Direção incompetente
Sem dúvidas, a principal responsável pela situação é a direção. Uma administração que já foi conivente com Luxemburgo e sofreu as consequências, agora repete o erro com Felipão. Um presidente omisso que se mantém longe do vestiário; que prega redução de gastos mas sustenta um diretor remunerado chamado Rui Costa, que em mais de dois anos gastou o que podia e não podia com contratações, sem ganhar um estadual sequer! E o mais incrível é que se conserva empregado depois de flagrada sua incompetência. Outro exemplo de despreparo administrativo é a manutenção do indivíduo Murtosa no quadro funcional do clube. Alguém por favor responda: pra quê? Então o clube não tem recursos para a manutenção de pelo menos um de seus dois centroavantes; também não tem dinheiro para contratar; mas consegue dar continuidade nos salários de dois parasitas?
Outra coisa não explicada é para onde vão os valores arrecadados pelo clube. O montante é equivalente ao Internacional, tanto em arrecadação social, cota de televisão e patrocínios. Então o por que tamanha diferença?

E assim segue o Grêmio. Sem qualquer perspectiva positiva para o ano de 2015. O que estão fazendo com nosso clube é inaceitável e imperdoável. O Grêmio não merece isso!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Início preocupante

Depois de um final de ano melancólico, conquistando ridículo um ponto em doze disputados e jogando a vaga à Libertadores ralo adentro, o Grêmio de Felipão está conseguindo iniciar 2015 de maneira pior. É uma sequência absurda de precipitações e equívocos, tomadas por pura incompetência e até má fé, em alguns casos.
Gostaria que o gremista parasse e pensasse sobre alguns pontos... que refletisse sobre os últimos acontecimentos e tirasse uma conclusão diante dos fatos dos últimos meses.
Alisamos então alguns deles:
Perda da vaga à Libertadores: a Grêmio fez a inacreditável façanha de vencer 1 ponto nos últimos 12 que disputou, perdendo a vaga à copa continental. Qualquer treinador seria questionado; Felipão, não!
Dispensa de Zé Roberto: ato de uma falta de sensibilidade imensa. Jogador integrado, líder e identificado, eleito melhor lateral esquerdo do Campeonato Brasileiro. Já havia diminuído pela metade seu salário no ano anterior, o que invalida a desculpa do alívio da folha. Sem contar na dificuldade que é encontrar um lateral de qualidade no mercado.
Liberação de Riveros: melhor volante do time liberado a troco de bananas.
Contratações duvidosas: Cito duas que geram dúvidas quanto a integridade do negócio: Galhardo (O Bahia rebaixado sequer fez menção de renovar o empréstimo) e Marcelo Oliveira (dispensado do quase rebaixado Palmeiras). Além disso chegou Douglas, de qualidade um pouco superior, mas que já despertara a antipatia da torcida em sua primeira passagem.
Demissão de Fábio Massaredjian: Grêmio demite melhor preparador do Brasil para contratar sobrinho de Felipão com competência questionável. Atitude infeliz, pra não dizer outra coisa...
Inauguro os posts deste ano com esse desabafo, de um gremista triste e inseguro para o futuro. De um gremista também descrente com Felipão, outrora vencedor, mas que parece cada vez mais obsoleto. Tenho um sentimento parecido com o da era Vanderlei Luxemburgo, quando foi dado muito poder ao treinador para montagem da comissão e grupo de jogadores e mais tarde, quando era flagrante sua desqualificação, o clube apoderou-se de uma herança lastimável.
Que não seja o mesmo destino de Felipão!


quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Aranha, religião e marketing

Nesta manhã, leio nos noticiários esportivos a intenção do Grêmio em realizar uma recepção especial ao goleiro Aranha, como uma espécie de pedido de desculpas pelos infelizes acontecimentos do mês passado, que culminaram com a exclusão do clube da Copa do Brasil e rotularam definitivamente a entidade e sua torcida como racistas.

Mas leio também que a ideia foi rechaçada pela dificuldade de relacionamento com o próprio goleiro ofendido. Parece que Aranha, que já negou encontro com a desastrada Patrícia, também quer distância do clube Grêmio e faz questão de deixar isso bem claro.

O goleiro santista, casado com uma bela loira, demonstra uma personalidade forte, um ego inflamado e uma falta de humildade determinante. Algo que não é nada coerente a doutrina cristã que alega ser seguidor. Pronuncia sua religiosidade aos quatro cantos, mas ignora o perdão da agressora. Parece que a fé desse pseudo-cristão nada mais é do que mais um detalhe do seu marketing pessoal, como é comum a tantos jogadores.

E, convenhamos, o marketing é o forte do Aranha. Com a publicidade que deu ao enfraquecido Santos, garantirá mais alguns anos de contrato.Ou alguém lembra de alguma grande jornada do arqueiro? Uma grande defesa? Uma sequencia de intervenções? Nada. Aranha, o goleiro mediano que se tornou notícia sem defender nada, foi o mais beneficiado de toda essa triste história.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

A irresponsabilidade que custa caro

O Grêmio se envolveu em mais uma polêmica na última semana. Não bastassem os problemas em campo (no qual decepciona há anos) e na política (em que a discórdia é marca registrada nos bastidores), nosso  tricolor agora é um clube racista. E esse é um péssimo rótulo para o já pouco amado Grêmio...

É lógico que as ofensas de cunho racial têm o único objetivo de vencer o jogo psicológico que se estabelece dentro de uma partida de futebol. Como o time do Santos vencia o jogo, nada mais natural num estádio de futebol do que oferecer ofensas pra todos os gostos. 

Por isso, duvido que as pessoas que foram flagradas exercendo tal ato sejam realmente racistas. Uma pessoa com preconceito racial nega qualquer relação com seres da raça ao qual apresenta rejeição, evitando manter, inclusive, laços de amizade. Novamente, duvido que seja o caso. 

O que não pode-se negar é a inocência, irresponsabilidade e infelicidade (pra não dizer coisa pior!) de realizar o ato, sabendo das consequencias que este tipo de discriminação estabelece junto à opinião pública.. Na partida seguinte, repetir o conhecido cântico contra o arquirrival, fato trivial em todas as partidas que o Grêmio está vencendo, foi de uma infantilidade tremenda diante da situação ao qual o clube se encontra.

Graças a essa combinação de situações desastradas, o clube deverá ser excluído da Copa do Brasil (onde tinha chances nulas na partida de volta), perder mando de campo e pagar multa pesada. Algo trágico num ano que já se encaminha mal.

Com certeza, o racismo não é uma marca do clube. Heróis negros estão imortalizados na lembrança da entidade e torcida. Mas infelizmente a atitude de alguns mancha a história do clube e de seus aficionados.


terça-feira, 12 de agosto de 2014

Grêmio: desastre técnico, tático e anímico

Me assustou o Grêmio de domingo.

Na minha opinião, simplesmente um desastre técnico, tático e anímico.

A escalação pareceu uma brincadeira de completo mal gosto: um lateral fraco improvisado na ala oposta; um volante limitado quebrando galho na lateral; o melhor volante sacado do time e sem armador no meio campo. Esse foi o Grêmio na volta de Luis Felipe Scolari.

Com essa formação medonha, era previsível o fracasso técnico e tático que o Grêmio alcançaria. Peças já desgastadas, como Werley, Pará, Barcos e Ramiro se aliaram às apostas estranhas de Felipão, tais como Rodriguinho e Fellipe Bastos. Este último, por sinal, um completo fracasso, principalmente nas bolas paradas.

Além disso, a improvisação nas laterais limitou essa zona do campo à simples preocupação defensiva, restando ao tricolor as tentativas de penetração pelo meio. Mas como entraria por essa região, se nosso treinador não escalou sequer um armador?

Entretanto, imprensa e  treinador viram outro jogo. Viram um Grêmio que "dominou" o primeiro tempo. Desconheço domínio que não seja traduzido em posse de bola agressiva e situações de gol. O Grêmio simplesmente marcou o Inter no primeiro tempo e limitou-se explorar contra-ataques que não se encaixavam.

Outra questão, outrora destacada virtude do treinador, não funcionou no Grenal. Faltou motivação, energia que o clássico exige. O maior exemplo é nosso capitão, que joga um Grenal com o mesmo comportamento com que se enfrentasse o Aimoré de São Leopoldo.

Luis Felipe terá mais tempo. Mas necessitará rever alguns conceitos, principalmente aqueles relativos à sua escalação e alguns aspectos táticos. No início, definitivamente, o treinador foi muito mal.

E o Inter venceu outro. Bom, isso, infelizmente, já não é mais novidade.




quinta-feira, 24 de julho de 2014

Grêmio: 7 a 0 em treino não é normal

Leio há pouco que o treino Grêmio - um coletivo entre titulares e reservas - terminou com o placar de 7 a 0 para os suplentes. Parece mentira, mas infelizmente não é.

Sim, é um treinamento. Mas não, não é normal.

Na escolinha de futsal onde trabalho, se promovo um treino no qual meus titulares são humilhados pelos reservas na presença dos meus chefes, certamente sou questionado e cobrado.

Mas no Grêmio parece que não. No Grêmio tudo pode!

Nosso centroavante, que durante a Copa preocupou-se mais em ir a jogos e co-apresentar programas na ESPN do que treinar, prefere ironizar a torcida do que fazer gols. Fato este que agrava-se quando se tem a informação que até em treinos o mesmo tem séria dificuldade em balançar as redes.

Outro problema é o treinador. O Grêmio nada evoluiu no intervalo do campeonato. Os problemas são os mesmos e só não maiores pelo acréscimo técnico que o plantel teve. E deve-se admitir que, apesar da omissão da direção em episódios que envolvem treinador e um ou outro jogador, o Grêmio tem um dos melhores plantéis do país.

E isso é só pra citar dois exemplos dos problemas que enxergo no tricolor.

Na verdade, perdeu-se a chance de promover uma mudança durante o recesso da Copa do Mundo.

Talvez uma mudança não permitisse micos como esse: 7 a 0 para os reservas. É mole?

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Seleção da Copa 2014

Com ligeiro atraso, posto aqui a seleção da Copa do Mundo, só para registro:

Goleiro: Navas (COS)
Zagueiros: Hummels (ALE) e Gonzalez (COS)
Lateral Direito: Lahn (ALE)
Lateral Esquerdo: Blind (HOL)
Meias: Schweinsteiger (ALE), Rodriguez (COL) e Mascherano (ARG)
Atacantes: Muller (ALE), Robben (HOL) e Messi (ARG)

Merecem lembrança honrosa por fazerem uma boa copa Kroos (ALE), Boateng (ALE), Ruiz (COS), Neymar (BRA), Neuer (ALE), Howard (EUA), Quadrado (COL), Marquez (MEX), dos Santos (MEX), Ochoa (MEX) e Di Maria (ARG).

terça-feira, 20 de maio de 2014

Como gostar de Barcos?

A afeição por um jogador do clube do coração pode acontecer de diversas formas: desde uma grande expressão técnica, passando por um prata da casa esforçado ou até mesmo a simpatia por um jogador mediano, mas que exerce liderança tão positiva dentro do vestiário que transparece ao torcedor.

Infelizmente, em nenhuma destas (ou outras) o centroavante Barcos se encaixa.

Barcos nunca foi unanimidade. Chegou prometendo gols, mas sequer chegou à metade de seu juramento na primeira temporada. Trabalhou com dois treinadores, mas com nenhum deles deslanchou.

Atuando com o terceiro treinador, Barcos melhorou sua média de gols, embora sua estatística mantenha-se interessante somente pela quantidade de tentos no desqualificado Gauchão.

Mas o mais importante é o fato da pseudo-liderança do time tricolor ter fracassado em todos os momentos decisivos, como por exemplo o pênalti que ajudou a eliminar o Grêmio da Libertadores deste ano.

Permite-se errar gols e mais gols e, claramente, não é um jogador solidário. Raramente opta por dar a oportunidade de gol ao companheiro (como aconteceu no último domingo).

Não satisfeito somente com suas irregulares aparições com a camisa azul, Barcos vai aos microfones dizer que não deve satisfações à torcida que paga seu salário.

De todas as atribuições que Barcos não tem, uma delas é a humildade.

Mesmo com extrema boa vontade da torcida, fica difícil ter simpatia por este atleta.

Diga-me, torcedor gremista: será que Barcos tem perfil de ídolo?

quinta-feira, 1 de maio de 2014

O descomprometimento que veste azul, preto e branco

Estava eu pronto parta dissecar mais uma derrota combinada com a triste eliminação em outra Libertadores. Mas não o farei. Até porque todos sabíamos que, mais cedo ou mais tarde, o Grêmio encontraria seu destino. O fiasco dos Grenais mostraram a verdadeira cara do time que, desorganizado e incompetente, deixou gremistas pouco confiantes no sucesso na Copa.

E também porque o Grêmio não fez uma partida de todo ruim ontem. A limitação azul é somada a impressionante falta de sorte que o acompanha há anos. Contra a ruindade e o azar, juntos, ninguém pode!

O que quero externar no post, é uma afirmação do repórter Luciano Calheiros, do canal Fox Sports. Minutos antes da partida iniciar, ele trouxe a informação que os jogadores do Grêmio negaram-se a realizar uma concentração especial para a decisão contra o San Lorenzo. Ou seja: a rotina foi igual à preparação para um jogo de Gauchão. Além disso, o repórter afirmou que a comissão técnica preparara um vídeo motivacional para apresentar aos jogadores no vestiário, minutos antes do embate. Os atletas, em comum acordo, igualmente negaram-se a assistir.

Por que tudo isso?

Ou esses jogadores não tem qualquer comprometimento com a cauda gremista ou estão completamente "rachados" com a comissão técnica, que parece não mandar nada.

Concluindo, amigos gremistas, além da frustração de mais uma eliminação - que multiplicam-se exponencialmente com o passar dos anos - temos que tentar amar um clube sem gestão, sem comando e com jogadores vagabundos.

Definitivamente, a torcida e o Grêmio não merecem a direção, a comissão e os jogadores que têm!

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Grêmio: placar bom, futebol nem tanto...

Às vezes chego a pensar que sou rancoroso e amargo quando analiso meu Grêmio. Um exemplo foi a partida de ontem, contra o Nacional de Medellín: enquanto a crônica rasgava elogios ao time gaúcho, eu me perguntava se tinha assistido o mesmo jogo.

Acabo de ler a coluna do normalmente errôneo David Coimbra e agora me sinto à vontade para me manifestar: o Grêmio não fez boa partida ontem. A defesa assustou, a equipe deu um festival de balões, teve apenas 34% de posse de bola e só fez dois gols pela deficiência espantosa do time colombiano.

Essa é a verdade. Dura, mas realista.

O tricolor, classificado antecipadamente às oitavas de final, faz ótima campanha em um grupo teoricamente difícil. Isso é inegável. Como também é inegável que o futebol apresentado tem sido aquém do esperado para uma instituição que almeja o título. 

Não muito longe, o Grêmio enfrentará equipes do nível ou melhores que o Inter. Será que se sairá tão bem?


terça-feira, 1 de abril de 2014

Mais uma segunda-feira triste

Está se tornando rotina, hábito. Um péssimo hábito por sinal!

A maldição do vácuo de títulos de expressão teleportou-se até mesmo para o enfraquecido Gauchão: pro Grêmio tá difícil até ganhar o outrora "ruralito".

Incompetência coletiva

As brincadeiras sobre maldição, macumba, falta de sorte sobre o marasmo que vive o Grêmio ficam só no folclore. O que aconteceu no Grenal foi um extremo de incompetência mútua. 

Animicamente, o tricolor deu vexame. A começar pelo técnico: enquanto Abel parecia querer entrar em campo, Enderson foi o retrato do próprio Grêmio, de uma apatia completa.

Técnica e taticamente, o segundo tempo beirou o amadorismo. Um ataque inofensivo, aliado há um meio campo completamente envolvido, liderado por um Edinho frouxo na marcação e uma defesa que sofreu com qualquer inocente ataque aéreo colorado, de maneira alguma merecia melhor sorte!

No destino de quem veste azul, já está escrito que não levantará o caneco do regional de 2014. A situação ficou complicadíssima para o segundo jogo, devido ao ridículo regulamento que prevê o saldo qualificado.

Todavia, nem tudo está perdido. O Grêmio vai bem na Libertadores e deve garantir a classificação. O que deve ficar claro é que o time ainda está muito longe de ser uma equipe confiável.

E o que mais chateia, e não só a mim, mas a qualquer gaúcho que ama o Grêmio, é a repetida história de segunda feira pós Grenal: uma segunda triste!

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Grêmio 3 X 0 Atlético Nacional

Não há dúvidas da boa fase do Grêmio e de sua evidente melhora em relação ao time da temporada passada. Ainda é bastante cedo qualquer prognóstico, mas a amostragem recente é carregada de esperanças à sofrida torcida de três cores.

Ontem, diante do mediano time do Nacional da Colômbia, o Grêmio fez uma boa partida. Tinha um estratégia definida, pôs em prática e obteve o resultado desejado. Comportou-se razoavelmente bem diante de uma equipe que representa muito bem a escola colombiana de jogar futebol: com troca de passes e posse de bola. Apenas no início do segundo tempo deixou-se pressionar. Mas as nada que ameaçasse sua vitória.

Um dos fatores que avaliza o bom momento tricolor é que, nesta temporada, não possuímos mais um jogador de futevôlei praiano como treinador. Temos um estudioso. Enderson não é um aventureiro que entre suas peripécias na praia arruma um bico em um ou outro clube de futebol. Parece ser alguém dedicado e focado. Se vai dar certo ou não, só o tempo dirá. Mas as primeiras impressões são muito boas.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Grêmio 2014: vitória na Libertadores e primeiras impressões

Foi de bom tamanho a re-estréia tricolor em sua velha conhecida Taça Libertadores. Diante do tradicionalíssimo Nacional  uruguaio, o Grêmio venceu bem, com autoridade e disciplina.

O gol do bom Riveros foi o ápice de uma atuação atípica do time azul. Atípica porque há anos não se via um Grêmio propondo o jogo com toque e posse de bola. Mesmo invariavelmente com passes laterais ou defensivos, o time de Enderson Moreira teve uma proposta diferente dos seus antecessores, que privilegiavam a ligação direta, os cruzamentos da intermediária e a política anti-solidária entre os jogadores. A única observação ao técnico se faz em relação à demora em substituições óbvias e, quando da sua realização, a utilização de opções que serviram para chamar o time uruguaio para cima do Grêmio.

Desta vez, houve solidariedade, um mínimo de movimentação e a consciência da importância da posse de bola. E foi numa dessas retenções na intermediária de ataque, num toque de bola aparentemente despretensioso, que o Grêmio conseguiu uma interessante penetração que resultou em gol do paraguaio da camisa 16.

Com as limitações que são conhecidas e as jogadas de ataque desperdiçadas por Barcos, o Grêmio correu riscos até o final. Mas, num apanhado geral, as perspectivas na Copa são, pelo menos, melhores que antes.

Grêmio, versão 2014

Apesar do início de temporada, algumas impressões são claras e repetem ou desmentem o ano que passou. Dentre muitas, estas merecem destaque:

1) Barcos parece ser o Barcos do ano passado mesmo. Não aquele do Palmeiras...
2) Rhodolfo, Wendell e Grohe confirmam expectativas.
3) O trabalho técnico, tático e físico parece superior ao dos últimos anos.
4) Ramiro caiu de produção. Marca pouco e passa mal.
5) Luan, apesar da pouca amostragem, parece decretar o fim da "Era Kléber".
6) Edinho também é o Edinho de sempre. É um monstro na marcação, mas com a bola nos pés...
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