Me assustou o Grêmio de domingo.
Na minha opinião, simplesmente um desastre técnico, tático e anímico.
A escalação pareceu uma brincadeira de completo mal gosto: um lateral fraco improvisado na ala oposta; um volante limitado quebrando galho na lateral; o melhor volante sacado do time e sem armador no meio campo. Esse foi o Grêmio na volta de Luis Felipe Scolari.
Com essa formação medonha, era previsível o fracasso técnico e tático que o Grêmio alcançaria. Peças já desgastadas, como Werley, Pará, Barcos e Ramiro se aliaram às apostas estranhas de Felipão, tais como Rodriguinho e Fellipe Bastos. Este último, por sinal, um completo fracasso, principalmente nas bolas paradas.
Além disso, a improvisação nas laterais limitou essa zona do campo à simples preocupação defensiva, restando ao tricolor as tentativas de penetração pelo meio. Mas como entraria por essa região, se nosso treinador não escalou sequer um armador?
Entretanto, imprensa e treinador viram outro jogo. Viram um Grêmio que "dominou" o primeiro tempo. Desconheço domínio que não seja traduzido em posse de bola agressiva e situações de gol. O Grêmio simplesmente marcou o Inter no primeiro tempo e limitou-se explorar contra-ataques que não se encaixavam.
Outra questão, outrora destacada virtude do treinador, não funcionou no Grenal. Faltou motivação, energia que o clássico exige. O maior exemplo é nosso capitão, que joga um Grenal com o mesmo comportamento com que se enfrentasse o Aimoré de São Leopoldo.
Luis Felipe terá mais tempo. Mas necessitará rever alguns conceitos, principalmente aqueles relativos à sua escalação e alguns aspectos táticos. No início, definitivamente, o treinador foi muito mal.
E o Inter venceu outro. Bom, isso, infelizmente, já não é mais novidade.
ANO VI
terça-feira, 12 de agosto de 2014
quinta-feira, 24 de julho de 2014
Grêmio: 7 a 0 em treino não é normal
Leio há pouco que o treino Grêmio - um coletivo entre titulares e reservas - terminou com o placar de 7 a 0 para os suplentes. Parece mentira, mas infelizmente não é.
Sim, é um treinamento. Mas não, não é normal.
Na escolinha de futsal onde trabalho, se promovo um treino no qual meus titulares são humilhados pelos reservas na presença dos meus chefes, certamente sou questionado e cobrado.
Mas no Grêmio parece que não. No Grêmio tudo pode!
Nosso centroavante, que durante a Copa preocupou-se mais em ir a jogos e co-apresentar programas na ESPN do que treinar, prefere ironizar a torcida do que fazer gols. Fato este que agrava-se quando se tem a informação que até em treinos o mesmo tem séria dificuldade em balançar as redes.
Outro problema é o treinador. O Grêmio nada evoluiu no intervalo do campeonato. Os problemas são os mesmos e só não maiores pelo acréscimo técnico que o plantel teve. E deve-se admitir que, apesar da omissão da direção em episódios que envolvem treinador e um ou outro jogador, o Grêmio tem um dos melhores plantéis do país.
E isso é só pra citar dois exemplos dos problemas que enxergo no tricolor.
Na verdade, perdeu-se a chance de promover uma mudança durante o recesso da Copa do Mundo.
Talvez uma mudança não permitisse micos como esse: 7 a 0 para os reservas. É mole?
Sim, é um treinamento. Mas não, não é normal.
Na escolinha de futsal onde trabalho, se promovo um treino no qual meus titulares são humilhados pelos reservas na presença dos meus chefes, certamente sou questionado e cobrado.
Mas no Grêmio parece que não. No Grêmio tudo pode!
Nosso centroavante, que durante a Copa preocupou-se mais em ir a jogos e co-apresentar programas na ESPN do que treinar, prefere ironizar a torcida do que fazer gols. Fato este que agrava-se quando se tem a informação que até em treinos o mesmo tem séria dificuldade em balançar as redes.
Outro problema é o treinador. O Grêmio nada evoluiu no intervalo do campeonato. Os problemas são os mesmos e só não maiores pelo acréscimo técnico que o plantel teve. E deve-se admitir que, apesar da omissão da direção em episódios que envolvem treinador e um ou outro jogador, o Grêmio tem um dos melhores plantéis do país.
E isso é só pra citar dois exemplos dos problemas que enxergo no tricolor.
Na verdade, perdeu-se a chance de promover uma mudança durante o recesso da Copa do Mundo.
Talvez uma mudança não permitisse micos como esse: 7 a 0 para os reservas. É mole?
quarta-feira, 23 de julho de 2014
Seleção da Copa 2014
Com ligeiro atraso, posto aqui a seleção da Copa do Mundo, só para registro:
Goleiro: Navas (COS)
Zagueiros: Hummels (ALE) e Gonzalez (COS)
Lateral Direito: Lahn (ALE)
Lateral Esquerdo: Blind (HOL)
Meias: Schweinsteiger (ALE), Rodriguez (COL) e Mascherano (ARG)
Atacantes: Muller (ALE), Robben (HOL) e Messi (ARG)
Merecem lembrança honrosa por fazerem uma boa copa Kroos (ALE), Boateng (ALE), Ruiz (COS), Neymar (BRA), Neuer (ALE), Howard (EUA), Quadrado (COL), Marquez (MEX), dos Santos (MEX), Ochoa (MEX) e Di Maria (ARG).
Goleiro: Navas (COS)
Zagueiros: Hummels (ALE) e Gonzalez (COS)
Lateral Direito: Lahn (ALE)
Lateral Esquerdo: Blind (HOL)
Meias: Schweinsteiger (ALE), Rodriguez (COL) e Mascherano (ARG)
Atacantes: Muller (ALE), Robben (HOL) e Messi (ARG)
Merecem lembrança honrosa por fazerem uma boa copa Kroos (ALE), Boateng (ALE), Ruiz (COS), Neymar (BRA), Neuer (ALE), Howard (EUA), Quadrado (COL), Marquez (MEX), dos Santos (MEX), Ochoa (MEX) e Di Maria (ARG).
terça-feira, 20 de maio de 2014
Como gostar de Barcos?
A afeição por um jogador do clube do coração pode acontecer de diversas formas: desde uma grande expressão técnica, passando por um prata da casa esforçado ou até mesmo a simpatia por um jogador mediano, mas que exerce liderança tão positiva dentro do vestiário que transparece ao torcedor.
Infelizmente, em nenhuma destas (ou outras) o centroavante Barcos se encaixa.
Barcos nunca foi unanimidade. Chegou prometendo gols, mas sequer chegou à metade de seu juramento na primeira temporada. Trabalhou com dois treinadores, mas com nenhum deles deslanchou.
Atuando com o terceiro treinador, Barcos melhorou sua média de gols, embora sua estatística mantenha-se interessante somente pela quantidade de tentos no desqualificado Gauchão.
Mas o mais importante é o fato da pseudo-liderança do time tricolor ter fracassado em todos os momentos decisivos, como por exemplo o pênalti que ajudou a eliminar o Grêmio da Libertadores deste ano.
Permite-se errar gols e mais gols e, claramente, não é um jogador solidário. Raramente opta por dar a oportunidade de gol ao companheiro (como aconteceu no último domingo).
Não satisfeito somente com suas irregulares aparições com a camisa azul, Barcos vai aos microfones dizer que não deve satisfações à torcida que paga seu salário.
De todas as atribuições que Barcos não tem, uma delas é a humildade.
Mesmo com extrema boa vontade da torcida, fica difícil ter simpatia por este atleta.
Diga-me, torcedor gremista: será que Barcos tem perfil de ídolo?
Infelizmente, em nenhuma destas (ou outras) o centroavante Barcos se encaixa.
Barcos nunca foi unanimidade. Chegou prometendo gols, mas sequer chegou à metade de seu juramento na primeira temporada. Trabalhou com dois treinadores, mas com nenhum deles deslanchou.
Atuando com o terceiro treinador, Barcos melhorou sua média de gols, embora sua estatística mantenha-se interessante somente pela quantidade de tentos no desqualificado Gauchão.
Mas o mais importante é o fato da pseudo-liderança do time tricolor ter fracassado em todos os momentos decisivos, como por exemplo o pênalti que ajudou a eliminar o Grêmio da Libertadores deste ano.
Permite-se errar gols e mais gols e, claramente, não é um jogador solidário. Raramente opta por dar a oportunidade de gol ao companheiro (como aconteceu no último domingo).
Não satisfeito somente com suas irregulares aparições com a camisa azul, Barcos vai aos microfones dizer que não deve satisfações à torcida que paga seu salário.
De todas as atribuições que Barcos não tem, uma delas é a humildade.
Mesmo com extrema boa vontade da torcida, fica difícil ter simpatia por este atleta.
Diga-me, torcedor gremista: será que Barcos tem perfil de ídolo?
quinta-feira, 1 de maio de 2014
O descomprometimento que veste azul, preto e branco
Estava eu pronto parta dissecar mais uma derrota combinada com a triste eliminação em outra Libertadores. Mas não o farei. Até porque todos sabíamos que, mais cedo ou mais tarde, o Grêmio encontraria seu destino. O fiasco dos Grenais mostraram a verdadeira cara do time que, desorganizado e incompetente, deixou gremistas pouco confiantes no sucesso na Copa.
E também porque o Grêmio não fez uma partida de todo ruim ontem. A limitação azul é somada a impressionante falta de sorte que o acompanha há anos. Contra a ruindade e o azar, juntos, ninguém pode!
O que quero externar no post, é uma afirmação do repórter Luciano Calheiros, do canal Fox Sports. Minutos antes da partida iniciar, ele trouxe a informação que os jogadores do Grêmio negaram-se a realizar uma concentração especial para a decisão contra o San Lorenzo. Ou seja: a rotina foi igual à preparação para um jogo de Gauchão. Além disso, o repórter afirmou que a comissão técnica preparara um vídeo motivacional para apresentar aos jogadores no vestiário, minutos antes do embate. Os atletas, em comum acordo, igualmente negaram-se a assistir.
Por que tudo isso?
Ou esses jogadores não tem qualquer comprometimento com a cauda gremista ou estão completamente "rachados" com a comissão técnica, que parece não mandar nada.
Concluindo, amigos gremistas, além da frustração de mais uma eliminação - que multiplicam-se exponencialmente com o passar dos anos - temos que tentar amar um clube sem gestão, sem comando e com jogadores vagabundos.
Definitivamente, a torcida e o Grêmio não merecem a direção, a comissão e os jogadores que têm!
quinta-feira, 3 de abril de 2014
Grêmio: placar bom, futebol nem tanto...
Às vezes chego a pensar que sou rancoroso e amargo quando analiso meu Grêmio. Um exemplo foi a partida de ontem, contra o Nacional de Medellín: enquanto a crônica rasgava elogios ao time gaúcho, eu me perguntava se tinha assistido o mesmo jogo.
Acabo de ler a coluna do normalmente errôneo David Coimbra e agora me sinto à vontade para me manifestar: o Grêmio não fez boa partida ontem. A defesa assustou, a equipe deu um festival de balões, teve apenas 34% de posse de bola e só fez dois gols pela deficiência espantosa do time colombiano.
Essa é a verdade. Dura, mas realista.
O tricolor, classificado antecipadamente às oitavas de final, faz ótima campanha em um grupo teoricamente difícil. Isso é inegável. Como também é inegável que o futebol apresentado tem sido aquém do esperado para uma instituição que almeja o título.
Não muito longe, o Grêmio enfrentará equipes do nível ou melhores que o Inter. Será que se sairá tão bem?
terça-feira, 1 de abril de 2014
Mais uma segunda-feira triste
Está se tornando rotina, hábito. Um péssimo hábito por sinal!
A maldição do vácuo de títulos de expressão teleportou-se até mesmo para o enfraquecido Gauchão: pro Grêmio tá difícil até ganhar o outrora "ruralito".
Incompetência coletiva
As brincadeiras sobre maldição, macumba, falta de sorte sobre o marasmo que vive o Grêmio ficam só no folclore. O que aconteceu no Grenal foi um extremo de incompetência mútua.
Animicamente, o tricolor deu vexame. A começar pelo técnico: enquanto Abel parecia querer entrar em campo, Enderson foi o retrato do próprio Grêmio, de uma apatia completa.
Técnica e taticamente, o segundo tempo beirou o amadorismo. Um ataque inofensivo, aliado há um meio campo completamente envolvido, liderado por um Edinho frouxo na marcação e uma defesa que sofreu com qualquer inocente ataque aéreo colorado, de maneira alguma merecia melhor sorte!
No destino de quem veste azul, já está escrito que não levantará o caneco do regional de 2014. A situação ficou complicadíssima para o segundo jogo, devido ao ridículo regulamento que prevê o saldo qualificado.
Todavia, nem tudo está perdido. O Grêmio vai bem na Libertadores e deve garantir a classificação. O que deve ficar claro é que o time ainda está muito longe de ser uma equipe confiável.
E o que mais chateia, e não só a mim, mas a qualquer gaúcho que ama o Grêmio, é a repetida história de segunda feira pós Grenal: uma segunda triste!
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