ANO VI

ANO VI

quinta-feira, 1 de maio de 2014

O descomprometimento que veste azul, preto e branco

Estava eu pronto parta dissecar mais uma derrota combinada com a triste eliminação em outra Libertadores. Mas não o farei. Até porque todos sabíamos que, mais cedo ou mais tarde, o Grêmio encontraria seu destino. O fiasco dos Grenais mostraram a verdadeira cara do time que, desorganizado e incompetente, deixou gremistas pouco confiantes no sucesso na Copa.

E também porque o Grêmio não fez uma partida de todo ruim ontem. A limitação azul é somada a impressionante falta de sorte que o acompanha há anos. Contra a ruindade e o azar, juntos, ninguém pode!

O que quero externar no post, é uma afirmação do repórter Luciano Calheiros, do canal Fox Sports. Minutos antes da partida iniciar, ele trouxe a informação que os jogadores do Grêmio negaram-se a realizar uma concentração especial para a decisão contra o San Lorenzo. Ou seja: a rotina foi igual à preparação para um jogo de Gauchão. Além disso, o repórter afirmou que a comissão técnica preparara um vídeo motivacional para apresentar aos jogadores no vestiário, minutos antes do embate. Os atletas, em comum acordo, igualmente negaram-se a assistir.

Por que tudo isso?

Ou esses jogadores não tem qualquer comprometimento com a cauda gremista ou estão completamente "rachados" com a comissão técnica, que parece não mandar nada.

Concluindo, amigos gremistas, além da frustração de mais uma eliminação - que multiplicam-se exponencialmente com o passar dos anos - temos que tentar amar um clube sem gestão, sem comando e com jogadores vagabundos.

Definitivamente, a torcida e o Grêmio não merecem a direção, a comissão e os jogadores que têm!

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Grêmio: placar bom, futebol nem tanto...

Às vezes chego a pensar que sou rancoroso e amargo quando analiso meu Grêmio. Um exemplo foi a partida de ontem, contra o Nacional de Medellín: enquanto a crônica rasgava elogios ao time gaúcho, eu me perguntava se tinha assistido o mesmo jogo.

Acabo de ler a coluna do normalmente errôneo David Coimbra e agora me sinto à vontade para me manifestar: o Grêmio não fez boa partida ontem. A defesa assustou, a equipe deu um festival de balões, teve apenas 34% de posse de bola e só fez dois gols pela deficiência espantosa do time colombiano.

Essa é a verdade. Dura, mas realista.

O tricolor, classificado antecipadamente às oitavas de final, faz ótima campanha em um grupo teoricamente difícil. Isso é inegável. Como também é inegável que o futebol apresentado tem sido aquém do esperado para uma instituição que almeja o título. 

Não muito longe, o Grêmio enfrentará equipes do nível ou melhores que o Inter. Será que se sairá tão bem?


terça-feira, 1 de abril de 2014

Mais uma segunda-feira triste

Está se tornando rotina, hábito. Um péssimo hábito por sinal!

A maldição do vácuo de títulos de expressão teleportou-se até mesmo para o enfraquecido Gauchão: pro Grêmio tá difícil até ganhar o outrora "ruralito".

Incompetência coletiva

As brincadeiras sobre maldição, macumba, falta de sorte sobre o marasmo que vive o Grêmio ficam só no folclore. O que aconteceu no Grenal foi um extremo de incompetência mútua. 

Animicamente, o tricolor deu vexame. A começar pelo técnico: enquanto Abel parecia querer entrar em campo, Enderson foi o retrato do próprio Grêmio, de uma apatia completa.

Técnica e taticamente, o segundo tempo beirou o amadorismo. Um ataque inofensivo, aliado há um meio campo completamente envolvido, liderado por um Edinho frouxo na marcação e uma defesa que sofreu com qualquer inocente ataque aéreo colorado, de maneira alguma merecia melhor sorte!

No destino de quem veste azul, já está escrito que não levantará o caneco do regional de 2014. A situação ficou complicadíssima para o segundo jogo, devido ao ridículo regulamento que prevê o saldo qualificado.

Todavia, nem tudo está perdido. O Grêmio vai bem na Libertadores e deve garantir a classificação. O que deve ficar claro é que o time ainda está muito longe de ser uma equipe confiável.

E o que mais chateia, e não só a mim, mas a qualquer gaúcho que ama o Grêmio, é a repetida história de segunda feira pós Grenal: uma segunda triste!

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Grêmio 3 X 0 Atlético Nacional

Não há dúvidas da boa fase do Grêmio e de sua evidente melhora em relação ao time da temporada passada. Ainda é bastante cedo qualquer prognóstico, mas a amostragem recente é carregada de esperanças à sofrida torcida de três cores.

Ontem, diante do mediano time do Nacional da Colômbia, o Grêmio fez uma boa partida. Tinha um estratégia definida, pôs em prática e obteve o resultado desejado. Comportou-se razoavelmente bem diante de uma equipe que representa muito bem a escola colombiana de jogar futebol: com troca de passes e posse de bola. Apenas no início do segundo tempo deixou-se pressionar. Mas as nada que ameaçasse sua vitória.

Um dos fatores que avaliza o bom momento tricolor é que, nesta temporada, não possuímos mais um jogador de futevôlei praiano como treinador. Temos um estudioso. Enderson não é um aventureiro que entre suas peripécias na praia arruma um bico em um ou outro clube de futebol. Parece ser alguém dedicado e focado. Se vai dar certo ou não, só o tempo dirá. Mas as primeiras impressões são muito boas.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Grêmio 2014: vitória na Libertadores e primeiras impressões

Foi de bom tamanho a re-estréia tricolor em sua velha conhecida Taça Libertadores. Diante do tradicionalíssimo Nacional  uruguaio, o Grêmio venceu bem, com autoridade e disciplina.

O gol do bom Riveros foi o ápice de uma atuação atípica do time azul. Atípica porque há anos não se via um Grêmio propondo o jogo com toque e posse de bola. Mesmo invariavelmente com passes laterais ou defensivos, o time de Enderson Moreira teve uma proposta diferente dos seus antecessores, que privilegiavam a ligação direta, os cruzamentos da intermediária e a política anti-solidária entre os jogadores. A única observação ao técnico se faz em relação à demora em substituições óbvias e, quando da sua realização, a utilização de opções que serviram para chamar o time uruguaio para cima do Grêmio.

Desta vez, houve solidariedade, um mínimo de movimentação e a consciência da importância da posse de bola. E foi numa dessas retenções na intermediária de ataque, num toque de bola aparentemente despretensioso, que o Grêmio conseguiu uma interessante penetração que resultou em gol do paraguaio da camisa 16.

Com as limitações que são conhecidas e as jogadas de ataque desperdiçadas por Barcos, o Grêmio correu riscos até o final. Mas, num apanhado geral, as perspectivas na Copa são, pelo menos, melhores que antes.

Grêmio, versão 2014

Apesar do início de temporada, algumas impressões são claras e repetem ou desmentem o ano que passou. Dentre muitas, estas merecem destaque:

1) Barcos parece ser o Barcos do ano passado mesmo. Não aquele do Palmeiras...
2) Rhodolfo, Wendell e Grohe confirmam expectativas.
3) O trabalho técnico, tático e físico parece superior ao dos últimos anos.
4) Ramiro caiu de produção. Marca pouco e passa mal.
5) Luan, apesar da pouca amostragem, parece decretar o fim da "Era Kléber".
6) Edinho também é o Edinho de sempre. É um monstro na marcação, mas com a bola nos pés...

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Crítica ou corneta? Os perigos da própria torcida

Nos dias de hoje, criticar a equipe ou a instituição Grêmio transformou-se num ato de risco.

O torcedor que se posiciona contrário a um esquema, jogador ou treinador é taxado de corneteiro, colorado, burro, entre outros adjetivos menos honrosos.

Hoje, lendo alguns blogs, fiquei espantado com a agressividade em alguns comentários sobre posts que questionavam a presença de Kleber e Barcos como titulares.

Me dá medo quando gremistas qualificam essa posição como corneta ou coloradismo. Ora, se criticar atacantes que ficam um turno inteiro sem fazer gols é corneta, acredito que o Grêmio está condenado ao ostracismo. Essa pseudo-torcida é o que nutre esse Grêmio que se mantém há anos apenas como coadjuvante no cenário nacional.

O apoio incondicional beira à cegueira. Tando que nosso treinador, quando bombardeado por vaias na Arena, citou a Geral como exemplo de torcida. Foi a válvula de escape para uma situação sem respostas.

A crítica é o apelo de quem ainda acredita no Grêmio, de quem não se contenta com o acúmulo de "vagas" ano após ano e que geralmente não dão em nada. De quem acostumou-se a ver um time campeão e não limita-se a aceitar a mediocridade que lhe é imposta.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Vaga, só com sorte...

O ataque mais ridículo do Brasileirão é o do Grêmio!

Aliás, o mico do ano no futebol brasileiro são Inter e Grêmio, respectivamente.

O Inter com time milionário, craque da Copa e goleador da Libertadores, além do hiper-mega-ultra valorizado Damião, sucumbiu.

O Grêmio tem um ataque caríssimo que na prática joga menos do que qualquer dupla varzeana!

Eu ria quando Damião tropeçava na bola. Agora não sei o que faço quando Barcos cai por cima dela. Centroavante inútil: sem força, velocidade ou habilidade. Nenhuma das valências físicas indispensáveis a qualquer camisa 9. 

Kleber é um esboço do que já foi. Completamente inoperante. Há 1000 jogos sem fazer gol ou dar uma assistência. E ganhando R$ 600 mil por isso. O mundo tem que acabar mesmo!


Toda essa incompetência somada ao despreparo e a insensatez de Renato.


Só podia dar no que deu: jogo deprimente, abafadiço e modorrento. 


Que a sorte nos ajude! Porque se depender do treinador e de alguns jogadores, não vai dar...
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