ANO VI

ANO VI

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Contratação perigo

As notícias dão conta da contratação do atacante Kleber pelo Grêmio. Bom jogador. Entretanto, soma-se a outras contratações de risco que acumulam-se no recente histórico gremista. O sucesso de Roger se contrapôs ao fracasso de Carlos Alberto. E Kleber, como todos sabemos, está longe de ser exemplo dentro do vestiário.
O melhor remédio é esperar.
Elevar o apenas "bom" Kleber a status de superstar é de uma fantasia continental. Chamá-lo de perna-de-pau, também. Entrar em rota de colisão em discussões, pessoais ou virtuais, também é um completo exagero. O ex-palmeirense é um reforço do tamanho de Gilberto Silva ou Miralles. Apenas isso. E nada mais.
O fato da direção pretender realizar ações de marketing estratosféricas sobre o jogador apenas alimentará uma falsa expectativa sobre o mesmo.
Um bom negócio
Apesar das dúvidas, uma coisa é certa: foi um bom negócio. O Grêmio pagará em torno de 2 milhões de euros pela metade de Kleber. Considerando que Miralles custou quase 3 milhões de dólares, não foi nada mal.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Errar é humano. Persistir no erro é com Roth!

Desmotivado e pouco inspirado. Como eu que ocasionalmente sinto-me incentivado a postar algo no blog está o Grêmio. Cansado, triste e apático são alguns novos adjetivos que somam-se àqueles já observados nesta interminável temporada. Como a incompetência, só pra citar um.
Incompetência que ficou evidente contra um time que passou 90% do campeonato na zona de rebaixamento: o Atlético Mineiro. O tricolor perdia a partida quando ficou com jogador a mais. Não satisfeito com a situação de não marcar um gol com superioridade numérica, o Grêmio conseguiu a façanha de tomar outro. Inadmissível.
Assim como contra outro mineiro, o América, o Grêmiol levou gol com um jogador a mais. Duas semanas depois, Roth e seus comandados desperdiçam mais uma chance de pontuar da mesma maneira. Difícil engolir.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Um Grêmio imprevisível. Assim como Mário!

Como em 2009, quando atuou de forma completamente irregular, afastando-se decisivamente da Libertadores, o Grêmio mantém-se agora num perde-e-ganha descomunal. Conclusivamente não engrena.
É tão inconsistente que até os dois últimos jogos se desenharam de maneira ímpar: derrota em casa para o mediano Botafogo e vitória em Florianópolis diante do semi-rebaixado Avaí.
Pelo menos o rebaixamento ficou mais longe!

Caso Mário Fernandes
Difícil entender a decisão de Mário, que desdenhou sua seleção. Ruim para o Grêmio e para o próprio, já que o jogador desvalorizou-se bastante.
Bom pra torcida, que tem seu novo anti-herói, e que parecer querer (ou ter que) ficar no Grêmio um tempo maior!
Reproduzo abaixo um texto interessante de Hiltor Monbach:
"Conhecem o Mário, este Mário
Mário Fernandes disse não à Seleção, escandalizando a pátria em chuteiras. Há um Brasil que se verga deleitado à Seleção. Mário Fernandes parece não padecer de selecionite. Cometendo uma verdade exagerada diria que o imberbe lateral surge como o anti-Brasil, a negação de um Brasil que transformou a camisa canarinho em palco de negócios e negociatas, de conluios e relações por interésses financeiros.
Não sei o que motivou Mário Fernandes a promover tal manifestação, rotulada pelos que julgam tudo e todos de lesa-patriotismo. Sei que, passada a minha estupefação, fui tomado pela admiração. Poucas vezes um não tão sem cerimônia rompeu tanto os grilhões que unem CBF, clubes, empresários, patrocinadores, agentes, televisão e, algumas vezes, treinadores. De forma desintencional o garoto deu um soco no comércio escuso que há por trás destas convocações esdrúxulas para amistosos caça-níquel.
O episódio esconde um Brasil injurioso. Despeja-se sobre o lateral todo tipo de pecha, retirando-se o direito de ele seguir seu caminho como bem lhe der na telha. Exige-se um comportamento social padrão, como se isto existisse, de um garoto oriundo de uma família de recursos moderados que foi alçado de repente, não mais que de repente, a um outro Brasil, o das celebridades, dos privilegiadíssimos nababos.
Afirmar que eu entendo a atitude Mário Fernandes seria cometer uma mentira. A verdade é que respeito. Sobre a insinuação de Mano de que não o relacionará mais diria, curto e grosso, que nem ele, Mano, sabe se estará na próxima lista da CBF.”

http://www.correiodopovo.com.br/blogs/hiltormombach/?p=8951 

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

A ressurreição

Bem atrasado em relação ao último post, escrevo agora mais aliviado.
Passaram-se 5 rodadas desde minha última postagem. Devido à viagens com a escola e ao fim do trimestre letivo, não pude me manter ativo na atualização deste espaço.
Mas, enfim, minha ausência parece ter trazido sorte ao Grêmio e luz a Celso Roth. Por incrível que pareça, Roth deu cara de time à embolada e desengonçada equipe do Grêmio.

O primeiro passo
O início da reviravolta foi o Grenal. Com muita superioridade, o tricolor venceu. Iniciou-se a aplicação do 4-2-3-1.

Jogou como nunca; perdeu como sempre. Será?
Prejudicado pela arbitragem, o Grêmio perdeu para o líder Corinthians, em São Paulo. Entretanto, jogou bem e, em certos momentos, comandou a partida.

Boas novas!
Os 4 a 0 no Atlético-PR deram novas perspectivas à sofrida torcida. Com muito bom futebol, o Grêmio fez sua melhor partida da temporada.

A consolidação do 4-2-3-1
Com um primeiro tempo arrasador, em que merecia ter feito de seis a oito gols, o tricolor não tomou conhecimento do Bahia, em Salvador.  Foi a consolidação do novo esquema e as afirmações definitivas de Escudero e Marquinhos no meio campo, e Julio César na lateral esquerda.

A prova de fogo
Contra mais um postulante a título, o Grêmio voltou a vencer. Desta vez o São Paulo. Se não foi brilhante como em rodadas anteriores, foi ao menos competente diante de um adversário bastante forte.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Gangorra parada

Nada é por acaso. O Internacional conquistou ontem mais um título. Eu já esperava por isso, pois não considerava a hipótese do ruim time do Independiente segurar a pequena vantagem conseguida na Argentina.
Alguns gremistas dirão que a Recopa nada vale. Pura hipocrisia.
Num ano pobre para o Inter, um título internacional, além do velho Gauchão, garantirão mais 365 dias de supremacia.
Num jogo pobre para o Inter, mais uma atuação de gala de Damião.
A comparação com o nosso Grêmio é inevitável. Mesmo com um Inter não muito forte (porque já foi bem mais forte!), não sei se algum jogador tricolor ocuparia alguma posição de titular no colorado.
A diferença é tamanha que o próprio Andrezinho, eterno reserva do time vermelho, joga mais que Douglas, o pseudo-craque gremista.
Portanto, não é acaso, nem novidade alguma. A organização, o grupo de jogadores e a eficiência colorada geraram mais um título. Em contrapartida, a incompetência, a desorganização e a falta de material humano decente causam mais um drama no lado azul. São as características da gangorra Grenal. Gangorra que não inverte sua posição há anos!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

O candidato

Quem viu o empate com o Palmeiras e a vitória diante do Fluminense, com um mínimo de olhar crítico, compreendeu que as circunstãncias de ambos resultados se resumiam simplesmente ao acaso ou à sorte.
Isso foi comprovado nos dois resultados seguintes.
Contra o modesto Ceará, o Grêmio demonstrou NADA. Pelo contrário: regrediu. Não merecia melhor sorte do que os 3 gols que sofreu.
Ontem, contra outro time medíocre (Atlético Goianienese), o tricolor novamente sucumbiu, apoiado por uma formação medrosa. Os 3 volantes de Roth somente contribuíram para que o Atlético dominasse o meio campo e tivesse mais posse de bola.
O gol aos 46 do segundo tempo foi o castigo para quem amedrontou-se diante de um adversário pequeno e igualmente ruim como o próprio Grêmio.
Com um goleiro que não inspira confiança, uma defesa frágil, um meio que não cria e um ataque que não marca gols, o Grêmio é seríssimo candidato ao descenso.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Pelo menos, sorte!

As primeiras impressões da "ressurreição Roth" no Olímpico já pôde ser sensivelmente notada. Alguma melhora defensiva, aliada a muita sorte (coisa que o Juarez não possuía antes!), contribuíram para os 4 pontos obtidos nas últimas duas rodadas. Mas será que isso é suficiente?

Palmeiras X Grêmio
Pode-se observar um Grêmio um pouco mais agerrido e atento defensivamente. O Palmeiras, sem muita força, também contribuiu para o insucesso do time verde em São Paulo. Leandro ainda poderia ter decidido o jogo a favor do Grêmio, mas o zero a zero ficou de bom tamanho.

Grêmio X Fluminense
Uma nova falha defensiva, somada à uma vazada de Victor, deixaram o Fluminense na frente do placar na metade do primeiro tempo.
Um lance de sorte de Lúcio - que ganhou uma dividida na frente da área, resultou num chute desviado de Marquinhos. Este chute proporcionou o empate tricolor.
Em novo lampejo de Marquinhos, uma cobrança de falta foi lançada no ângulo do goleiro Diego Cavallieri. Gol do Grêmio.
Entretanto, a vantagem gremista se resumia ao placar. O Fluminense jogava melhor e chegou a terminar o primeiro tempo com 63% de posse de bola.
O panorama do segundo tempo foi o mesmo. Flu pressionando e Grêmio se defendendo.
Entre ataques menos e mais perigosos do time carioca, o Grêmio não levou gols e segurou o resultado.
Enfim, o pouco que se observou no time de Roth foi uma pequena melhora defensiva. Entretanto, Roth demontrou contra o Fluminense algo que parecia não ter: sorte.
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