ANO VI

ANO VI

sábado, 19 de março de 2011

Problemas à vista

Não bastasse o vazamento das notícias envolvendo o recíproco interesse entre o técnico Renato e o Fluminense e as últimas atitudes duvidosas de nosso presidente Paulo Odone, o político, envolvento os direitos de transmissão dos jogos do Grêmio, o futebol apresentado pelo time também apresenta uma decadência terrível e tem frustrado a maior parte da torcida.
O decepcionante empate contra o inexpressivo León, na última quinta feira só confirma as péssimas expectativas  geradas no decorrer deste 2011. Jogo após jogo, não se vê evolução alguma. Pelo contrário: as dúvidas se tornaram certezas e determinados jogadores só comprovaram sua ineficiência. É como a frase feita do velho Barão de Itararé: de onde menos se espera, dali mesmo é que não sai nada! Aliado à isso, está a impotência de Renato em arrumar as soluções, até este momento, ocultas.

Vale lembrar...
...que Odone, o político, é o menos indicado para criticar Renato. Além da notória incompetência relacionada a  diversos fatores, como o mico Ronaldinho, Vinícius Pacheco (que veio sem o Grêmio acertar-se com o Flamengo) e por último a precipitação na negociata com a Rede Globo, Odone, o político, não deu mão-de-obra decente ao treinador. O prometido volante nunca veio. Nem o lateral esquerdo, anunciado quando da saída de Fábio Santos. O mais grave, entretanto, é o substituto de Jonas. Onde está? Perder o melhor atacante do Brasil e não substituir à altura é pré-anúncio de problemas. Problemas que o presidente, político, não preveu.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Dois jogos, um sentimento

Analisando os dois últimos jogos do Grêmio, o primeiro deles a final da Taça Piratini e o segundo, contra o Cruzeirinho, apesar da diferença dos times utilizados pelo tricolor, geraram conclusões coincidentes.
A primeira delas, verificada contra o Caxias, é que o Grêmio não tem um time titular com qualidade suficiente para chegar ao título da Libertadores. Não é corneta, tampouco oportunismo: é um fato. Desde a saída de Jonas, o Grêmio não se alinhou. Além disso, o prometido substituto do ex-camisa 7, ainda não chegou. Outro fator determinante é a escancarada carência em algumas posições. A lateral esquerda, por exemplo, é ridícula.
A decepção contra o Cruzeirinho ficou por conta do plantel tricolor. Paupérrimo. Em poucos nota-se alguma utilidade. Já a base do Grêmio, nunca esteve tão pouco proveitosa.
O sentimento que percebo depois dessas duas partidas, apesar do título do primeiro turno é só um: preocupação.

Renato e o Fluminense
O namoro entre o Fluminense e o técnico Renato não me surpreende. As declarações dele para o pseudo-jornalista Kajuru falam por si. Renato, tratado como semi-Deus no Olímpico, não é tão diferente de tantos outros que já passaram por aqui. E prova que, apesar da idolatria que recebe, seu amor também tem um preço.

Vendido
O Grêmio vendeu os direitos de transmissão à Rede Globo. Foi o primeiro a fechar negócio com a empresa, selando o rompimento com o Clube dos 13. Apesar da melhora nos valores, a decisão foi claramente política. Desafeto de Fábio Koff há anos dentro do Olímpico, Odone - o político, fez questão de cutucar o centenário dirigente na entrevista no qual comunicou o acordo.
Ademais, Odone, o político, precipitou-se em ser o primeiro afiliado da Globo. Certamente os clubes que fizerem jogo duro com a emissora, até as vésperas do próximo ano, ganharão fatias melhores. Como as cotas agora são negociadas individualmente, nada melhor que barganhar.
Nesse episódio o presidente Odone, o político, com o perdão da redundância, mais uma vez foi político.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

4 a 2 entre o caos aéreo

O ataque funcionou. O meio campo, entre trancos e barrancos, e ainda capenga de Lúcio, até criou alguma coisa. A defesa, bom, a defesa...
A defesa consegue preocupar mais do que a dupla de ataque Borges/ André Lima. Pelo menos os avantes funcionam em casa. Os defensores não se acertam nem perto da torcida.
A vitória apertada, com um pênalti que eu não marcaria, é mais lembrada pelas falhas defensivas do que pelos três gols de Borges.

Por quê?
Porque o Grêmio tem duas figuras comprometedoras em sua primeira linha. Paulão é limitadíssimo para um titular e Gilson é insistência burra de Renato.
Pergunta: Você imagina o pôster do Grêmio Campeão da América 2001 com Gilson e Paulão nele?

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Derrota na terra de Shakira

Foi jogando um futebol inconstante e limitado que o Grêmio conheceu a primeira derrota na L.A. 2011, em Barranquilla, diante do Júnior. Apesar do início promissor, com Borges marcando logo no início de jogo, o tricolor não suportou a pressão colombiana e acabou sofrendo a virada na terra de Shakira.
Azar à parte, tanto na jogadaça de Rodolfo quanto no pênalti não marcado, o Grêmio apresentou defeitos sérios, que tendem a comprometer o futuro gremista na competição, se não forem corrigidos.

Caos na esquerda
Observado por comentaristas burros, narradores cegos e até pelos torcedores mais toscos, o problema na lateral esquerda é um escândalo. Ataques sucessivos por aquele setor demonstravam que o time colombiano sabia das deficiências de Gilson, que não pode ser titular jamais.

Sem Lúcio, sem saída...
Lúcio jamais voltará à lateral esquerda. Sabe por quê? Porque sem ele o meio campo gremista desanda. Ainda mais porque o Grêmio só joga no "losango". Sem alternativa tática pela saída de Lúcio, Renato tentou, sem sucesso, manter o padrão com Adilson na esquerda e C. Alberto na direita.

Ataque lento
Borges e André Lima até funcionam juntos. Mas quando o Grêmio joga em casa ou em qualquer situação que mantenha posse de bola e pressione o adversário.
Jogando no contra-ataque a dupla sucumbe. Com muito pouco mobilidade, velocidade e senso de espaço, dão poucas opções nas jogadas mais rápidas. Sem um atacante de velocidade, o Grêmio não tem um desafogo quando é pressionado e facilmente perde a bola.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Grêmio 5 X 0 Ypiranga - Abre o olho Renato!

Confirmando as expectativas, o Grêmio classificou-se de maneira tranquila à semi-final do Campeonato Gaúcho de 2011.
Numa partida no qual teve absoluto controle, o Grêmio marcou logo no início com André Lima. O mesmo André Lima marcou o segundo, seguido por Douglas, Borges e Leandro, que encerraram o placar. 5 a 0 sobrando em campo, com destaques para a evolução de André Lima fora da função habitual - condição citada no post anterior - e outra grande atuação de Fábio Rochemback, ícone desta nova era tricolor.
Agora. o Grêmio deve preparar-se para enfrentar o forte Cruzeirinho, que eliminou nada mais nada menos que o terceiro melhor time do mundo. Abre o olho Renato!

Aconteceu de novo...
Triste fim de semana para os colorados. Solidários com a melancólica situação, nós gremistas deixamos   postado um pequeno "joguinho", que serve de passatempo para a turma vermelha refrescar a cabeça até o jogo de quarta. Saudações tricolores.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Onze homens e dois sacrifícios

Toda conquista é feita de sacrifícios. Sacrifícios que nem sempre trazem alguma recompensa individual.
Na partida de ontem, no qual debutou na Libertadores da América 2011, o Grêmio contou com dois sacrifícios para derrotar por 3 a 0 o Oriente Petrolero.
Carlos Alberto desdobrou-se para dar liberdade a Douglas. Cumpriu função defensiva na medida do possível e das limitações que possui. Além da entrega na marcação, criou boas jogadas e driblou, inclusive, com o famoso "elástico". Algo que não se via no Olímpico desde os tempos do infeliz Ronaldinho.
Com este "sacrifício", Carlos Alberto cresceu no conceito da torcida, da imprensa, da direção e do treinador.
Na contramão está André Lima. Prejudicado pela entrada de Borges como centroavante centralizado, tem tido atuações quase nulas. Torcida e imprensa têm criticado suas atuações, esquecendo sua performance quando atuava ao lado de Jonas.
Confesso que prefiro André a Borges. O camisa 9 tem o giro rápido e a finalização melhor. André tem o cabeceio, a força física, a solidariedade com os companheiros e a entrega como virtudes, sendo, no meu ponto de vista, mais útil à equipe.
Entretanto, André Lima provavelmente será o próximo a deixar o time titular. Sacrificado pelo esquema, dificilmente responderá positivamente fora de sua posição de origem. Tem feito um sacrifício que, individualmente, lhe tem prejudicado.


quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Novo Hamburgo 2 X 0 Grêmio

Que jornada terrível do Grêmio no domingo! Com desastrosas atuações de Paulão, Gilson e Lúcio! E o resto não ficou longe, com ligeira exceção a Carlos Alberto, que foi, ao menos, esforçado.
Outro fato preocupante é a escalação de André Lima com Borges no ataque. Os dois anularam-se. Muito ruim.
A torcida gremista, tensa, espera melhoras para quinta-feira.

Não gostei!
Mais um ano começa e novamente não gostei da coleção gremista para a temporada. A tricolor, apesar de algumas incoveniências, se salva. A azul não me agradou muito. Já a branca é simplesmente medonha.
Pior que o desenho, que agradou à maioria, é o corte da camiseta, notadamente larga e com mangas muito grandes.
Mesmo trocando o uniforme por uma marca de reputação inferior à antiga e entender que poderia influenciar mais na confecção dos uniformes, o Grêmio não evoluiu de maneira significativa.
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