Um dos destaques do Grêmio quase todos os anos, a defesa nesta temporada tem deixado os gremistas de cabelo em pé. Falhas técnicas e de posicionamento, além de uma boa dose de azar, têm sido a tônica em todos os gols sofridos. Entretanto, ninguém admite isso.
Réver, há tempos, alterna altos e baixos. Léo, eterna promessa, dá indícios que não passará disso. Marcelo não chega aos pés de Victor e Adílson, mesmo na primeira função, ainda demonstra irregularidade. O zagueiro improvisado na lateral direira não dá qualquer garantia de estabilidade defensiva. Pelo contrário: com Thiego em campo, os riscos são até maiores.
Na partida contra o Sport, o ataque fica isento de maiores críticas, já que marcou três vezes. Inadmissível é a defesa sofrer três em casa!
Se o Grêmio não vencer hoje, em partida contra o Atlético do Paraná, praticamente dará adeus à Libertadores de 2010. Jogará as últimas rodadas para cumprir tabela e na contagem regressiva para a temporada acabar. É triste quando a expectativa era ir bem mais longe...
ANO VI
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Goiás 2 X 1 Grêmio
Mais uma partida fora de casa e mais uma chance desperdiçada. Definitivamente, a sequência de vitórias fora de casa não veio e nem se sabe se virá. É impressionante as dificuldades e a apatia apresentadas pelo Grêmio nos jogos longe de Porto Alegre. O discurso e as reclamações tornam-se chatas e repetitivas. Já não há mais o que falar...
Porém, diante da falta de explicações convincentes e coerentes, faço duas perguntas:
1°) Porquê Thiego recebe tantas chances? A questão não são as chances em si, mas o desperdício delas, e o prestígio da qual goza este atleta junto à comissão técnica e direção do Grêmio. Prestígio este que garantiu renovação de contrato até 2014.
Thiego invariavelmente apresenta falhas gritantes e bizarras. O segundo gol do Goiás, presenteado pelo zagueiro/lateral, foi só a gota d'água de uma atuação risível. A ponta esquerda do ataque esmeraldino apresentou espaços a partida toda, mesmo com um zagueiro ocupando aquela zona.
2°) Porquê Rochemback e Adílson trocaram de posição? Ontem, claramente Rochemback jogou mais recuado, com seu parceiro de meio campo mais avançado, comprometento todo o setor. Muito estranho. Pior ainda quando Túlio entrou e Adilson passou a ser articulador, no lugar de Tcheco.
Convicções duvidosas, atuações comprometedoras e uma condição física questionável têm prejudicado o tricolor nesta temporada e proibindo-o de chegar ao G-4. Esse é o Grêmio...
Porém, diante da falta de explicações convincentes e coerentes, faço duas perguntas:
1°) Porquê Thiego recebe tantas chances? A questão não são as chances em si, mas o desperdício delas, e o prestígio da qual goza este atleta junto à comissão técnica e direção do Grêmio. Prestígio este que garantiu renovação de contrato até 2014.
Thiego invariavelmente apresenta falhas gritantes e bizarras. O segundo gol do Goiás, presenteado pelo zagueiro/lateral, foi só a gota d'água de uma atuação risível. A ponta esquerda do ataque esmeraldino apresentou espaços a partida toda, mesmo com um zagueiro ocupando aquela zona.
2°) Porquê Rochemback e Adílson trocaram de posição? Ontem, claramente Rochemback jogou mais recuado, com seu parceiro de meio campo mais avançado, comprometento todo o setor. Muito estranho. Pior ainda quando Túlio entrou e Adilson passou a ser articulador, no lugar de Tcheco.
Convicções duvidosas, atuações comprometedoras e uma condição física questionável têm prejudicado o tricolor nesta temporada e proibindo-o de chegar ao G-4. Esse é o Grêmio...
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Rochemback: a peça que faltava
Atrasado em razão dos inúmeros afazeres, porém não menos alegre pela arrancada gremista, escrevo hoje para enfatizar uma das razões que considero mais importante nesta nova fase do Grêmio: a entrada de Fábio Rochemback no meio campo.
Rockemback tem muito boa marcação e uma saída de bola bastante interessante. Lança à média e longa distância igualmente bem e dá um fôlego ao veterano Tcheco, revezando a função de ligação em algumas jogadas de ataque. Há algum tempo, diante das incessantes críticas ao velho Tcheco, escrevi que o mesmo era sacrificado pela falta de parceria, de volantes que auxiliassem na armação e aparecessem para o jogo. O tempo mostrou que, ao menos desta vez, este blogueiro estava certo. Com Rochemback ao seu lado, o capitão cresceu.
Mas a melhor notícia com a chegada do ex-colorado foi o reposicionamento de Adílson. Fraco no apoio e de movimentação medíocre, achou sua posição na primeira função, exercendo papel menos complexo, simplesmente marcando e dando passes curtos. Nesta função, evoluiu.
Nos 5 a 1 diante do rebaixado Fluminense, o meio campo gremista foi muito bem, tendo inclusive emplacando dois jogadores de meio na seleção da rodada.
Contra o forte Goiás, no Serra Dourada, o Grêmio tem a chance de finalmente entrar no G-4. Além disso, o time goiano é inimigo direto na briga pela vaga à Libertadores. Nesta partida de 6 pontos, o Grêmio tem também a oportunidade de mostrar que a vitória sobre o Náutico, na penúltima rodada e fora de casa, não foi obra do acaso.
Rockemback tem muito boa marcação e uma saída de bola bastante interessante. Lança à média e longa distância igualmente bem e dá um fôlego ao veterano Tcheco, revezando a função de ligação em algumas jogadas de ataque. Há algum tempo, diante das incessantes críticas ao velho Tcheco, escrevi que o mesmo era sacrificado pela falta de parceria, de volantes que auxiliassem na armação e aparecessem para o jogo. O tempo mostrou que, ao menos desta vez, este blogueiro estava certo. Com Rochemback ao seu lado, o capitão cresceu.
Mas a melhor notícia com a chegada do ex-colorado foi o reposicionamento de Adílson. Fraco no apoio e de movimentação medíocre, achou sua posição na primeira função, exercendo papel menos complexo, simplesmente marcando e dando passes curtos. Nesta função, evoluiu.
Nos 5 a 1 diante do rebaixado Fluminense, o meio campo gremista foi muito bem, tendo inclusive emplacando dois jogadores de meio na seleção da rodada.
Contra o forte Goiás, no Serra Dourada, o Grêmio tem a chance de finalmente entrar no G-4. Além disso, o time goiano é inimigo direto na briga pela vaga à Libertadores. Nesta partida de 6 pontos, o Grêmio tem também a oportunidade de mostrar que a vitória sobre o Náutico, na penúltima rodada e fora de casa, não foi obra do acaso.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Parabéns setembro!
Parabéns, Grêmio, pela passagem de seu centésimo sexto aniversário. Refletindo sobre esta data, 15 de setembro, tem-se a certeza de que certos acontecimentos não ocorrem por acaso. O Grêmio nasceu no mais importante mês para a nação brasileira e num mês igualmente histórico para o povo gaúcho. No mesmo mês que o tricolor foi concebido, nasceu também o Brasil. Neste mesmo predestinado setembro, criou-se também a República Riograndense, marco histórico da cultura sulista e motivo de orgulho para todos que aqui vivem. Pois quis o destino que outro símbolo gaúcho nascesse em setembro. 8 dias após o 7 e 5 antes do 20. Entre o Brasil e o Rio Grande está o Grêmio, fundido neste mesmo roteiro de lutas, batalhas, sangue e suor. Parabéns Grêmio e, porque não, parabéns setembro!P.S.: Como nada é por acaso, também quis o destino que "alguns" clubes nascessem em abril, conhecido por todos como mês da mentira...
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Aleluia!
Até que enfim chegou! A primeira vitória fora de casa não poderia ser em outro lugar senão na terceira casa gremista: o estádio dos Aflitos.
Falando em aflição, meu Deus! Parecia que o Grêmio entregaria outro jogo, diante de tanta pressão que o limitado Náutico impôs ao tricolor após a inadmissível expulsão de Maxi López. Mas desta vez, a defesa se comportou muito bem, não falhou e garantiu o resultado.
Fica a expectativa que, após a vitória no Recife, se dê início à uma nova era no Olímpico, com o Grêmio retirando-se do ostracismo das regiões intermediárias da tabela e partindo rumo ao G-4 que, convenhamos, já ficará de bom tamanho.
E Jonas? No ano que se exaltava o retorno dos grandes artilheiros ao futebol brasileiro - como Ronaldo, Adriano e Fred, temos Jonas como goleador do campeonato! Quem diria...
Falando em aflição, meu Deus! Parecia que o Grêmio entregaria outro jogo, diante de tanta pressão que o limitado Náutico impôs ao tricolor após a inadmissível expulsão de Maxi López. Mas desta vez, a defesa se comportou muito bem, não falhou e garantiu o resultado.
Fica a expectativa que, após a vitória no Recife, se dê início à uma nova era no Olímpico, com o Grêmio retirando-se do ostracismo das regiões intermediárias da tabela e partindo rumo ao G-4 que, convenhamos, já ficará de bom tamanho.
E Jonas? No ano que se exaltava o retorno dos grandes artilheiros ao futebol brasileiro - como Ronaldo, Adriano e Fred, temos Jonas como goleador do campeonato! Quem diria...
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Só esperanças...
Fora da briga pelo título e cada vez mais distante da Libertadores, o Grêmio nem em casa vence mais. A partida de sábado pareceu um replay do jogo contra o Flamengo, só que desta vez, o time gaúcho encontrou uma marcação adversária muito melhor. O Vitória abusou de perder gols e foi castigado no final. Me
nos mal para o Grêmio, que pelo menos segue com uma marca de invencibilidade interessante no Olímpico.
Além da infelicidade de Paulo Autuori na partida, o Grêmio demonstra hoje um declínio de rendimento escancarado de vários jogadores. Assim como detectado anteriormente em Tcheco, hoje Souza e, pricipalmente Réver, não apresentam mesmo futebol. Como são peças fundamentais na equipe, acabam por comprometer o resultado.
Com as mudanças de sábado, era previsível que o Grêmio perdesse o passe e a retenção de bola no meio campo. Douglas e Souza não são articuladores e tampouco jogam centralizados. Outra aposta falha foi Túlio: assim como no meio, não rende bem na lateral.
De bom somente a estréia de Rochemback. Muito bem no primeiro tempo. No segundo, cansou. Mas a impressão foi boa.
Aguardando o jogo contra o Náutico, segue a torcida gremista. Sem muito otimismo nem perspectivas. Somente esperançosa...
nos mal para o Grêmio, que pelo menos segue com uma marca de invencibilidade interessante no Olímpico.Além da infelicidade de Paulo Autuori na partida, o Grêmio demonstra hoje um declínio de rendimento escancarado de vários jogadores. Assim como detectado anteriormente em Tcheco, hoje Souza e, pricipalmente Réver, não apresentam mesmo futebol. Como são peças fundamentais na equipe, acabam por comprometer o resultado.
Com as mudanças de sábado, era previsível que o Grêmio perdesse o passe e a retenção de bola no meio campo. Douglas e Souza não são articuladores e tampouco jogam centralizados. Outra aposta falha foi Túlio: assim como no meio, não rende bem na lateral.
De bom somente a estréia de Rochemback. Muito bem no primeiro tempo. No segundo, cansou. Mas a impressão foi boa.
Aguardando o jogo contra o Náutico, segue a torcida gremista. Sem muito otimismo nem perspectivas. Somente esperançosa...
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Quase...
Mais uma partida que ficou no quase. Quase o Grêmio venceu. Quase...
Já surge um pensamento, uma sensação, que não adianta, não tem jeito: o Grêmio não vencerá fora de casa nesse Brasileiro.
Apesar de improvável, essa possibilidade já habita a mente tricolor. Domingo, o Grêmio estava quase lá. Mas, num chute absurdo, que contou ainda com desvio, a bola morreu no ângulo de Victor aos 43 minutos do segundo tempo e privou a torcida gremista da primeira alegria fora de Porto Alegre.
Não resolve reclamar da falta de sorte no terceiro gol do Botafogo porque, antes disso, o Grêmio foi muito incompetente defensivamente. Entregou dois gols, o primeiro com Bruno Colaço e o segundo com Rafael Marques.
E, quando precisava segurar a bola para manter o resultado, onde estavam Souza, Tcheco e Herrera?
Já surge um pensamento, uma sensação, que não adianta, não tem jeito: o Grêmio não vencerá fora de casa nesse Brasileiro.
Apesar de improvável, essa possibilidade já habita a mente tricolor. Domingo, o Grêmio estava quase lá. Mas, num chute absurdo, que contou ainda com desvio, a bola morreu no ângulo de Victor aos 43 minutos do segundo tempo e privou a torcida gremista da primeira alegria fora de Porto Alegre.
Não resolve reclamar da falta de sorte no terceiro gol do Botafogo porque, antes disso, o Grêmio foi muito incompetente defensivamente. Entregou dois gols, o primeiro com Bruno Colaço e o segundo com Rafael Marques.
E, quando precisava segurar a bola para manter o resultado, onde estavam Souza, Tcheco e Herrera?
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