ANO VI

ANO VI

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Vergonha

Adormeceu irritada a torcida do Grêmio que foi à cama tarde nessa madrugada de sexta feira para assistir seu time. O sentimento de frustração e preocupação de outrora, deu lugar à revolta. Revolta por ver o seu imortal Grêmio ser GOLEADO pelo time MISTO do glorioso Oriente Petrolero, já eliminado da competição e último colocado do grupo.

De quem é a culpa?
Renato tem culpa? Tem. Porque não consegue fazer o time funcionar no "losango" antigo. Porque Gabriel, Lúcio e até Douglas também não funcionam como no ano passado. Taticamente, o Grêmio tem NADA! Cada vez mais, acho que quem classificou o tricolor à Libertadores foi Jonas, não Renato...
Mas a culpa maior é da direção, liderada por Odone, o político, que pela primeira vez na história entregou para a Libertadores um time inferior àquele que classificou-se. Ou seja, sem maiores ambições.

Perspectivas
Não há maiores esperanças quanto ao futuro tricolor. Não adianta colocar o peso sobre um menino de 17 anos, achando que ele será a solução dos problemas a partir da segunda fase. Também não é salutar acreditar que a força da camisa guiará novamente o Grêmio às finais. Enfim, do jeito que anda, o Grêmio cavará sua sepultura já nas oitavas de final.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Bom exemplo

Bons exemplos são feitos para ser elogiados - e copiados, porquê não!
Há anos o Grêmio sofre com camisetas mal feitas, de mal gosto e polêmicas. A Puma, apesar de conceituada no mercado internacional, foi muito infeliz no tricolor. Começou bem, em 2005, quando ajudou a eleger a tricolor a mais bela camiseta de futebol do mundo. Mais o declínio foi vertical e, ano após ano, a Puma só errou.
Este ano, a tupiniquim Topper assumiu. Apesar de certa rejeição pela falta de tradição fora do Brasil e pela qualidade duvidosa da marca, o design da camisa melhorou. Entretanto, está longe do que já foi e do que poderia ainda ser.
Então, vejo o lançamento da camiseta 2001 do São Paulo. O uniforme nº 2, simples e leve, com listras no tamanho certo e corte aparentemente correto, demonstra que a Reebok acertou em cheio.
A solução seria simples para a Topper: inverter o vermelho pelo azul. Sem esforço, sem perda de tempo e sem complicações. Nesse desenho, duvido camisa mais linda que a tricolor gremista!
Empate em Santa Cruz
Nada para comemorar no empate de ontem, contra o Santa Cruz. O Grêmio, mesmo com defesa titular, ainda sofre gols bobos. E no ataque, Borges se notabiliza mais por seus gols de pênalti do que por qualquer outra coisa.

domingo, 10 de abril de 2011

Bueno, pero no mucho (2)

A vitória sobre o razoável Júnior de Barranquilla, na última quinta, revelou um Grêmio um pouco mais aguerrido, mais vivo e incisivo. A escalação já melhorou, com a entrada de Collaço, que se não é nenhuma Brastemp, ao menos é bem melhor que Gílson.
O meio funcionou melhor, com boa presença de Lúcio e com um Douglas um pouco mais ativo.
Mas nem tudo são flores. A defesa, que até teve pontos altos na partida, permitiu que o ataque colombiano driblasse Victor por duas vezes, e em outras duas oportunidades, o próprio goleiro gremista salvou, operando dois "milagres".
Portanto, o futuro do tricolor na competição, na minha visão, ainda é uma completa incógnita. Entre altos e baixos o Grêmio assegurou a vaga antecipada. Resta torcer para que Renato acerte o time a ponto de torná-lo capaz de chegar às finais da Libertadores.

Triste notícia
Nós, gremistas, estamos de luto pela demissão de Celso Juarez Roth do comando técnico do Internacional. Uma notícia muito triste para todos os tricolores. Logo agora, às vésperas dos Grenais do Gauchão e da segunda fase da Libertadores. O Inter poderia esperar mais um pouquinho, só mais um pouquinho...
Boa sorte a Roth, MAS BEM LONGE DO GRÊMIO!!!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Bomba relógio

Gosto muito menos de escrever do qualquer um de ler posts melancólicos ou reclamões. Mas o momento exige.
Não assisti à partida, mas pelos fatos ocorrentes no jogo, foi uma deprimente apresentação tricolor, que conseguiu a façanha de perder para um decadente Juventude, de virada e com um jogador a mais.
O fato inusitado foi o belo gol contra do desastrado lateral Gílson. Este que, há meses, vem sendo contestado por torcida e imprensa por sua nítida insuficiência técnica.
Gilson teria escancarada de maneira gritante sua inabilidade uma partida ou outra. Era uma bomba relógio. Ainda bem que foi contra o Juventude, dando ao técnico Renato, tempo para corrigir a pior de suas convicções.

Um Ozzy tricolor...
Estive no lado vermelho da zona sul quarta-feira, assistindo ao grande show do também imortal Ozzy Osbourne. Preferências musicais à parte, fui testemunha do velho metaleiro PEGANDO a bandeira tricolor logo no início do show, enrolando-se à mesma, e ignorando uma amostra colorada, que foi JOGADA algum tempo depois. Tudo isso na casa vermelha. Impagável a cara dos colorados presentes no concerto!

terça-feira, 29 de março de 2011

A ameaça continua

Enquanto empilhava gols no pobre Inter de Santa Maria (com dois jogadores a menos) e vencia fora de casa o Pelotas (apesar de inúmeras dificuldades), o Grêmio somava pontos e mantinha-se firme do facílimo percurso até as quartas de final do segundo turno do Gauchão.
De bom, talvez somente a promissora apresentação de Leandro. Em contrapartida, os problemas estão cada vez mais escancarados.
Não quero parecer insistente ou repetitivo, mas só a direção não parece perceber a notória queda do time em relação ao ano passado. Além da perda do melhor jogador de 2010, até hoje não reposta, jogadores como Douglas, Gabriel e Lúcio, estão abaixo do que apresentaram outrora. Aliado a isso, estão a lesão de André Lima e a péssima reposição a Fábio Santos (que, se não era grande coisa, ao menos era melhor do que se vê hoje).
Há meses critico aqui o marasmo da cúpula tricolor, mais atenta à Arena e à trâmites politicos do que ao futebol.
E torno a completar: sem pelo menos um novo segundo atacante de alto nível, a Lbertadores fica muito distante.

sábado, 19 de março de 2011

Problemas à vista

Não bastasse o vazamento das notícias envolvendo o recíproco interesse entre o técnico Renato e o Fluminense e as últimas atitudes duvidosas de nosso presidente Paulo Odone, o político, envolvento os direitos de transmissão dos jogos do Grêmio, o futebol apresentado pelo time também apresenta uma decadência terrível e tem frustrado a maior parte da torcida.
O decepcionante empate contra o inexpressivo León, na última quinta feira só confirma as péssimas expectativas  geradas no decorrer deste 2011. Jogo após jogo, não se vê evolução alguma. Pelo contrário: as dúvidas se tornaram certezas e determinados jogadores só comprovaram sua ineficiência. É como a frase feita do velho Barão de Itararé: de onde menos se espera, dali mesmo é que não sai nada! Aliado à isso, está a impotência de Renato em arrumar as soluções, até este momento, ocultas.

Vale lembrar...
...que Odone, o político, é o menos indicado para criticar Renato. Além da notória incompetência relacionada a  diversos fatores, como o mico Ronaldinho, Vinícius Pacheco (que veio sem o Grêmio acertar-se com o Flamengo) e por último a precipitação na negociata com a Rede Globo, Odone, o político, não deu mão-de-obra decente ao treinador. O prometido volante nunca veio. Nem o lateral esquerdo, anunciado quando da saída de Fábio Santos. O mais grave, entretanto, é o substituto de Jonas. Onde está? Perder o melhor atacante do Brasil e não substituir à altura é pré-anúncio de problemas. Problemas que o presidente, político, não preveu.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Dois jogos, um sentimento

Analisando os dois últimos jogos do Grêmio, o primeiro deles a final da Taça Piratini e o segundo, contra o Cruzeirinho, apesar da diferença dos times utilizados pelo tricolor, geraram conclusões coincidentes.
A primeira delas, verificada contra o Caxias, é que o Grêmio não tem um time titular com qualidade suficiente para chegar ao título da Libertadores. Não é corneta, tampouco oportunismo: é um fato. Desde a saída de Jonas, o Grêmio não se alinhou. Além disso, o prometido substituto do ex-camisa 7, ainda não chegou. Outro fator determinante é a escancarada carência em algumas posições. A lateral esquerda, por exemplo, é ridícula.
A decepção contra o Cruzeirinho ficou por conta do plantel tricolor. Paupérrimo. Em poucos nota-se alguma utilidade. Já a base do Grêmio, nunca esteve tão pouco proveitosa.
O sentimento que percebo depois dessas duas partidas, apesar do título do primeiro turno é só um: preocupação.

Renato e o Fluminense
O namoro entre o Fluminense e o técnico Renato não me surpreende. As declarações dele para o pseudo-jornalista Kajuru falam por si. Renato, tratado como semi-Deus no Olímpico, não é tão diferente de tantos outros que já passaram por aqui. E prova que, apesar da idolatria que recebe, seu amor também tem um preço.

Vendido
O Grêmio vendeu os direitos de transmissão à Rede Globo. Foi o primeiro a fechar negócio com a empresa, selando o rompimento com o Clube dos 13. Apesar da melhora nos valores, a decisão foi claramente política. Desafeto de Fábio Koff há anos dentro do Olímpico, Odone - o político, fez questão de cutucar o centenário dirigente na entrevista no qual comunicou o acordo.
Ademais, Odone, o político, precipitou-se em ser o primeiro afiliado da Globo. Certamente os clubes que fizerem jogo duro com a emissora, até as vésperas do próximo ano, ganharão fatias melhores. Como as cotas agora são negociadas individualmente, nada melhor que barganhar.
Nesse episódio o presidente Odone, o político, com o perdão da redundância, mais uma vez foi político.
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