ANO VI
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Onde está ele?
Ou este blogueiro que vos escreve está louco e cego e quase todos com quem ele fala também estão; ou Celso Roth é dono de uma visão privilegiada e encontra mais futebol em Orteman e Diogo do que no pobre Makelele.
Por estas e outras convicções estranhas que, embora realize boas campanhas, Celso Roth sempre encontrará resistência da torcida onde quer que esteja.
Fosse um técnico vencedor, teria crédito para "apadrinhar" quem bem entendesse (a exemplo de Felipão). Como não é, deveria optar pelo que é mais racional.
Te liga Roth!
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
E agora Roth?
Jonas realmente passa por um ótimo momento. Ao contrário das vezes anteriores, hoje os rebotes caem em seus pés e seus chutes, até os mascados e no meio do gol, acabam nas redes. A prova está na partida contra o Avenida, em que o Grêmio não fez uma boa partida, mas o suficiente para vencer o time de Santa Cruz do Sul.Na contramão deste sucesso está Alex Mineiro, responsável por várias boas jogadas, mas que não consegue fazer gols.
A lesão de Willian Magrão abre uma vaga no meio campo. A contratação de um volante, que era importante, agora deve ser emergencial e prioritária. Até isto acontecer, se Roth mantiver o 3-6-1, o substituto de Magrão deveria ser Makelele. Volante voluntarioso, participativo, vibrante e que invariavelmente entra bem nos jogos, merecia uma chance até Magrão voltar ou até a contratação de alguém melhor.
Bem, a questão agora é saber como Roth administrará o ataque gremista. Se ano passado a desculpa era a falta de opções, o quadro este ano demonstra o contrário. Alex, Jonas, Herrera e Maxi. Qual será o ataque gremista?
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Bueno, pero no mucho
A novela Maxi Lopez finalmente acabou. O argentino vestirá a camisa tricolor no ano de 2009. Status ele tem, jogou em grandes equipes, inclusive no Barcelona. Se fará sucesso ou não, é outra discussão. terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Um dia de fúria
Onde Celso Roth errou?
Errou na escolha do sistema tático para a partida, colocando apenas um atacante, sob a alegação de um resultado anterior convincente (5 a 1), porém, contra um time fraco (Novo Hamburgo), o que não é parâmetro algum. Errou ao retirar do time o atacante Jonas, principal figura ofensiva do Grêmio neste início de temporada.
O jogo
Não dá pra aceitar a idéia que o Grêmio dominou amplamente a partida. O Grêmio realmente jogou bem, dominou o meio campo e, consequentemente, teve a posse de bola. Entretanto, volume de jogo não se traduz em chances de gol. O Inter também teve as suas, muito claras por sinal. Para nossa sorte, pararam nas mãos do irrepreensível Victor.
A arbitragem
O auxiliar falhou bisonhamente ao marcar impedimento absurdo de Jonas quando este marcou o segundo gol. Mas as reclamações gremistas já estão ficando repetitivas, virando uma rotina e tornando-se desculpas para um trabalho aparentemente mal feito - pelo menos em Grenais.
O lado bom
De bom fica o competente trabalho do meio campo gremista, que se sobresaiu diante da excelente meia cancha colorada. Souza, Victor e Jonas foram bons destaques.
O lado ruim
Definitivamente, Willian Magrão não repete a performance do ano anterior. Já havia falhado no jogo contra o Novo Hamburgo e domingo fez até gol contra. Léo continua seu declínio constante.
Adílson me frustra cada vez que entra. No Grenal, foi o principal responsável pelo segundo gol do Inter ao não cometer falta em Nilmar enquando a bola estava com Taison. Seria expulso? Lógico que seria. Levaria vermelho porque cinco minutos antes levara um cartão amarelo bobo ao dar um carrinho no campo de ataque. Por estar pendurado, abdicou da idéia de cometer falta em Nilmar e acabar fora do jogo.
Novidades
Enquanto se falam em Maxis Lopez e Renatos da vida, o Grêmio vai esquecendo o que deveria ser a prioridade: um volante afirmado e experiente para a Libertadores. Émerson, ex-Milan, é o nome. A direção faz vistas grossas apesar dos apelos e juras de amor do próprio jogador.
Enfim, peço perdão pelo excesso de ira. Porém, considero justificável.
Ontem Felipão foi demitido do Chelsea. Uma das alegações foi o desempenho pífios nos clássicos. Foram sete meses e nenhuma vitória. No Grêmio, Roth já está há um ano e não conhece vitória em Grenal. Cinco jogos e nada. É duro.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Cadê o grupo?
Uma das piores partidas do Grêmio em seus quase 106 anos de história. Esta é a impressão que ficou depois do jogo de ontem, contra o Veranópolis. Uma jornada terrível, merecedora de esquecimento, mas que deixa marcas e serve para algumas conclusões.
Celso Roth esqueceu que a partida de ontem valia os mesmos três pontos que valem o Grenal de domingo. Escalou o time todo reserva quando deveria optar por uma escalação pelo menos mista, que pudesse auxiliar o time na busca pela vitória e na afirmação de alguns jogadores como Jonas, por exemplo.
O Grêmio não tem o grupo tão forte quanto dizem os dirigentes. Com exceção de Héverton, os zagueiros pareceram fracos. Não há reservas para a lateral direita. Os volantes marcam mal e Adilson, infelizmente, nunca jogará a metade do que Lucas jogou. Serve para o grupo, mas acho que nunca fará sucesso. Os meias de criação, Tcheco e Souza, não tem substitutos que façam 10% do que eles produzem. Orteman deslocado para a terceira função é perda de tempo. E Roth ainda diz que Douglas Costa não tem inscrição garantida na Libertadores... Tá de brincadeira!
De bom somente a participação de Roberson, que deu mais movimentação no início do segundo tempo e a confirmação de Jonas como um atacante que será muito útil durante o ano. Fez em 15 minutos mais que todos os outros em 90. Fizeram bem Roth e a direção em mantê-lo em 2009.
Em tempo: o árbitro anulou erradamente o gol gremista. Porém, no lance anterior, o Grêmio negou-se a jogar a bola para fora enquanto um jogador do VEC estava caído. A sequência do lance gerou o gol gremista. Portanto, se o “fair play” fosse respeitado pelo Grêmio, não sairia a jogada do gol.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Novo Hamburgo 1 X 5 Grêmio
Vale destacar os bons inícios de ano de Tcheco e Souza, assim como a entrada de Jadílson no último jogo. Muitíssimo agudo. Se Roth queria um ala, agora tem. E nada melhor que um ala ofensivo quando se joga com 3 zagueiros.
Euforia à parte, vale lembrar do início fulminante do Grêmio no Gauchão do ano passado. Goleadas seguidas, invencibilidade e, de uma hora para outra, eliminados da final. Então, durante a primeira fase do Campeonato Gaúcho, qualquer conclusão é precipitada.
domingo, 25 de janeiro de 2009
Impressões, incertezas e contratações
- A ala direita funciona bem. Rui aparece muito no jogo e tem uma jogada diagonal muito boa. Vamos esperar adversários mais fortes para uma avaliação precisa.
- Alex Mineiro tem saído muito da área e, por consequência, finalizado pouco. Em contrapartida, tem armado bastante jogadas e participado muito dos jogos.
- Jonas é, sem dúvidas, o melhor parceiro para Alex Mineiro que o Grêmio tem hoje. Participativo, rápido e habilidoso, Roth acertou em dar-lhe uma oportunidade.
- Não sei se Tcheco na segunda função do meio campo vingará. Ele até cumpre sua missão, é um grande marcador e experiente para assimilar o que lhe é proposto. Porém, é quase um crime afastar do gol o jogador que deu mais assistências e responsável por inúmeros gols importantes nos últimos três anos.
- Rafael Marques é um grande zagueiro. Pode ser cedo para falar, mas a impressão que se tem é essa. Técnico e rápido, sempre dá opção pela esquerda, fazendo o esquema de três zagueiros funcionar, à primeira vista, melhor que no ano passado.
As contratações
Fico feliz quando o Grêmio pensa grande. Máxi López é um grande nome e seria um "contraponto" à contratação de D'Alessandro pelo rival. Mas ele disputaria posição com Alex Mineiro, já que é um centroavante de presença física, de área. O currículo é forte. Esperamos que o futebol também!
Já Herrera conquistou grande parte da torcida tricolor quando passou por aqui, em 2006. Seu estilo raçudo e rápido compensava sua falta de pontaria.
Pois Herrera evoluiu bastante, ganhou sequência no Corinthians e teve um grande ano pela equipe paulista. Na segundona, diga-se de passagem.
Sempre torci pela volta de Herrera. Mas agora, na iminência do seu retorno, penso: seria Herrera melhor que Jonas?