ANO VI

ANO VI

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Final de campeoato (in)feliz!

A tarde de domingo não teve clima de final. Talvez nós, gremistas, inconscientemente sabíamos da dificílima missão que era, mais do que vencer o Atlético, torcer pelo Goiás contra o São Paulo.
A tarefa mais fácil foi cumprida. A vitória sobre o time mineiro não foi fácil, mas foi suficiente para terminar o ano em grande estilo, mas com um certo gosto de "quero mais".

O Grêmio
Como foi comentado em posts anteriores, o Grêmio foi além do que qualquer gremista lúcido poderia prever. O que decepciona e frustra um pouco são os 11 pontos que o tricolor tinha sobre o São Paulo. É uma pontuação considerável que em hipótese alguma deveria ser perdida.




O São Paulo

Um título merecido pela competência de todos os profissionais. O time paulista tem um elenco superior ao Grêmio, além de um técnico infinitamente melhor. E jogava sem qualquer pressão de título, visto que vinha de um bi-campeonato. Um time que fica 18 jogos invicto e perde apenas um jogo em um turno completo, merece ser campeão.

Torcida
A torcida do Grêmio não empolga mais. Ela emociona. Ela faz chorar. É incrível a impressão dos jogadores com ela. Alguns, como o zagueiro Jean, já estavam emocionados antes da partida começar. No final do jogo, fez bonito novamente.
Triste é ver premiada na festa do Brasileirão a torcida do Corinthians. Torcida que a dois anos quebrou tudo no Pacaembu depois da eliminação para o River Plate na Libertadores.

Roth e a dívida
Roth considera paga a dívida com a torcida pelas eliminações na Copa do Brasil e Gauchão. Não vejo dessa forma. O Grêmio precisa urgentemente de títulos. Não de Gauchões ou de Séries B, mas grandes títulos. Já são 8 anos sem nenhum. Também não compartilho da opinião de Roth, de alguns dirigentes e até de alguns torcedores que desvalorizam a conquista da Sul-Americana pelo Internacional. É um belo título. Claro que foi consequência da eliminação colorada da briga pelas vagas para Libertadores, mas desvalorizá-la é mostrar-se pequeno. O Grêmio deve preocupar-se com si mesmo.

Libertadores 2009
O Grêmio deve concentrar-se em fazer um time forte, capaz de brigar pelo título. Mas não uma aposta como em 2007, quando foi à final levado pela torcida e pela "imortalidade".

Parabéns!
E parabéns a Tcheco e Victor, vencedores da Bola de Prata e Craque do Brasileirão, respectivamente, em suas posições.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

As cores são as mesmas. O destino, tomara!

O post abaixo falava em "fim de sonho". Assim como tive de fazer com Celso Roth, admitindo que talvez tivesse equivocado quando clamei por sua demissão, agora tenho que retificar meu antigo pensamento: talvez o sonho ainda não tenha acabado! O título ainda é improvável, porém possível.
Difícil que o São Paulo tropece novamente. Mas, conforme os matemáticos, hoje o Grêmio tem 28% de chances de sair campeão, contra apenas 3% da semana passada.
Lembro de um campeonato italiano, temporada 1999-2000. Há seis rodadas do fim, a Juventus liderava o "calccio" com dez pontos de vantagem sobre a Lazio, na época com Veron. Numa arrancada sensacional, o time romano diminuiu essa diferença para apenas dois pontos faltando apenas uma rodada. Porém, na última e derradeira etapa da competição, enquanto a Lazio enfrentaria o Reggina, a poderosa Juve pegaria o fraco Perugia, que escapara do descenso apenas na rodada anterior. Advinhem o que aconteceu: a Lazio venceu fácil por 3 a 0 e a Juventus perdeu para o Perugia pelo placar de 1 a 0, entregando o "scudeto" para a equipe de Nesta, Simeone, Nedved, Marcelo Salas e cia.
Então, nada melhor que um pouco de história do futebol para aliviar um pouco a tensão que envolve a nação gremista e trazer ainda mais esperança.
As cores são as mesmas. O destino, tomara!

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

O fim do sonho

Vitória X Grêmio

Desde a Batalha dos Aflitos não via um jogo profissional com tanta cara de “pelada” como ontem. O Grêmio perdeu um caminhão de gols. O Vitória também teve duas chances incríveis, em jogadas que se destacaram mais pela deficiência das defesas do que competência dos ataques. Diante da inoperância dos atacantes, o gol gremista não poderia sair de outra forma: contra.

Mas o segundo tempo guardava um destino triste à Roth e seus comandados. Os 30 minutos de liderança no campeonato deram uma doce ilusão à torcida tricolor. Doce que foi mudando de sabor logo no início da segunda etapa, amargou com a expulsão de Amaral e azedou de vez com os três gols que vieram na seqüência. Um deles, de bicicleta dentro da pequena área e sem marcação, só antes visto em campeonatos de várzea.

O que se viu em seguida foi um Grêmio perdido e sem reação, se afundando abraçado a jogadores como Marcel, André Luís e Paulo Sérgio. Muito pouco para quem queria o título...

Analisando com a emoção

O Grêmio foi o primeiro time da era dos pontos corridos a vencer o primeiro turno e perder o campeonato. Teve “só” 11 pontos de vantagem sobre o São Paulo e hoje está 5 atrás. Era o campeonato mais certo da história. Mas o que o Grêmio conseguiu fazer foi entregá-lo de mão beijada ao time do Morumbi. O que há um mês foi postado neste blog se confirmou, o histórico pífio de Celso Roth em momentos decisivos foi superior à história gremistas e, desta vez, o Grêmio sucumbiu no final.

No caso específico de ontem, um jogador foi decisivo no resultado, além do inconseqüente Amaral: Rafael Carioca. Ele participou diretamente do resultado ao não marcar um gol sem goleiro no primeiro tempo e depois deu um gol ao time baiano, em outra jogada varzeana.

Enfim, jogadores como Marcel, André Luís, Amaral, Paulo Sérgio e Helder, só para citar os que estavam em campo ontem, não devem continuar no Grêmio em hipótese alguma.

Analisando com a razão

Para os que, assim como esse blogueiro, pouco acreditavam no Grêmio no início do campeonato, uma vaga à Libertadores fica de bom tamanho. Acreditar em título num time com Marcel, André Luís, Amaral, Paulo Sérgio, Anderson Pico, Helder, entre outros, é muita pretensão. Ainda mais sob o comando de Celso Roth.

O título do São Paulo será mais do que merecido. O time paulista foi o mais regular e organizado, além de possuir o melhor treinador do país para campeonatos de pontos corridos. Infelizmente, para nós gremistas, a sorte tem premiado somente os competentes.

Assim como em 2007, neste ano a imortalidade tricolor conduziu-o novamente ao seu limite. Infelizmente, o vice-campeonato é o máximo que o time do Grêmio atingirá este ano, porque nem sempre raça e vontade são suficientes para superar adversários melhor qualificados e estruturados.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

A caçada continua



Mais três pontos importantes foram garantidos no último domingo contra o Coritiba. A caminhada em busca do tri continua e a esperança gremista diante de um tropeço do São Paulo parece interminável.
O jogo em si, mais uma vez, não foi lá essas coisa. Muito longe das melhores atuações tricolores na temporada. Mas a fragilidade e a desmotivação paranaense foram decisivos. Apesar da pouca inspiração do Grêmio, o Coxa muito pouco ameaçou.

Fator Tcheco
Ao lado de Borges, do São Paulo, Tcheco é, talvez, o jogador mais importante desta reta final do Brasileiro. Tcheco transpira Grêmio. Compensa todas suas limitações com extrema vontade e aplicação. Assim é e sempre foi o Grêmio. Os mais radicais e colorados dirão que Tcheco teve apenas sorte nos últimos jogos... Na realidade a sorte, como sabemos, premia na maioria das vezes os competentes e merecedores de sua graça. Neste caso, a sorte foi muito justa!

Vasco da Gama X São Paulo
Possivelmente a partida mais difícil dos paulistas até o final do campeonato. Será uma guerra em São Januário, pela iminência de queda dos cariocas. Um empate está de bom tamanho.

Partida a partida como Grêmio se mantém na cola do São Paulo. Firme em busca do título, é bom lembrar de um conhecido ditado gaudério: Não tá morto quem peleia tchê!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Imortal - O retorno


Como a palavra "chororô" anda em moda, o "chororô" da torcida gremista adiantou muito e o Grêmio fez a partida "épica" sonhada por Roth.
A semana tensa fez bem ao Grêmio, que teve uma atuação brilhante, mesmo desfalcado de vários jogadores e sem muitas opções no banco. Jean fez uma partida que lembrou os melhores tempos de São Paulo e considero uma boa opção para o lugar do irregular Léo. Heverton foi outro que se destacou, pela segurança e tranquilidade no primeiro jogo como profissional.
Souza fez sua melhor partida pelo Grêmio. Também acho que pode continuar no time titular naquela posição.
Agora é a vez de falar de Tcheco. Li e ouvi, aqui e ali, de varios gremistas, que Tcheco era um jogador "pipoqueiro". Ora, um jogador que no ano passado, com exceção ao Boca Juniors, marcou gols contra todos os adversários nas fases de mata-mata, pode ser considerado "pipoqueiro"? Pois bem. Ontem foi a resposta de Tcheco a todos que o criticam e que querem vê-lo longe do Olímpico.
Marcou, organizou, lançou e até deu carrinho. Pra completar fez o gol. O gol mais importante para o Grêmio no campeonato até agora.
Foi legal ver a recuperação (temporária?) de Celso Roth. Foi bonito ver o Palmeiras envolvido durante os noventa minutos, sem qualquer alternativa ofensiva e sofrendo com os contra-ataques tricolores. Foi muito bom ver Luxemburgo sem saber o que fazer e se enrolando com substituições absolutamente desesperadas e inconsequentes. E foi excelente ver o Grêmio motivado como a muito não se via. 
Enfim, foi magnífico ver o Grêmio de volta aos trilhos!

Portuguesa 2 X 3 São Paulo

Foi um pecado o que aconteceu no Canindé com o Grêmio B, ops, Portuguesa. Teve mais chances de gol, poderia ter vencido o jogo e teve uma atuação de gala do gremista Jonas. No fim, sofreu um gol que não merecia e que manteve o São Paulo na liderança e com boas perspectivas de título.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Se a gangorra não virar...

Há três semanas atrás...
... o Grêmio se mantinha como o principal favorito ao título brasileiro. Tinha a vaga à Taça Libertadores garantida.
O time estava consolidado no 3-5-2. O ataque era um dos melhores do brasileiro e, até com Marcel, rendia bem. A zaga não era intransponível como a do primeiro turno, mas ainda gerava confiança.
Resumindo: o Grêmio seguia firme na luta pelo título com status de favorito. Todos os jogadores tinham créditos com torcida e até Roth já começava a cair nas graças dos gremistas.
Já o co-irmão vermelho vinha se afundando cada vez mais no brasileiro. Dava como encerrada suas ambições de chegar ao G-4. Tite era muito criticado por toda torcida e por parte da cúpula colorada. As atenções já se voltavam para as remotas chances de conquistar o último título possível na temporada: a Copa Sul Americana.


... e hoje
... às vésperas do jogo contra o Palmeiras, o Grêmio já é terceiro no Brasileiro e tem até a vaga à Libertadores ameçada. Roth é o vilão da vez e os jogadores já ouvem vaias no Olímpico.
Perdeu a liderança para o São Paulo, que já esteve 11 pontos atrás do tricolor.
Já não se sabe mais quem são os titulares, nem ao certo o esquema tático.
Joga sob pressão da torcida e acuado pela mídia. Claramente, apresenta declínio técnico, físico e psicológico.
Em contrapartida o Internacional vem de uma vitória sobre o Boca Juniors que os próprios dirigentes colorados classificaram como "épica". Exagero ou não, o fato é que o Inter está nas semifinais da Sul Americana e na eminência da conquista de mais um título internacional.
O colorado, antes crucificado, agora é o "queridinho" da imprensa.

Raciocínios como este demonstram o dinamismo no qual o futebol se desenrola. Duas ou três semanas foram suficientes para a gangorra virar e o torcedor, muitas vezes manipulado pela mídia, modificar um sentimento de alegria e euforia por uma sensação de ira e indignação.
Hoje é dia 7 de novembro. Talvez daqui a exatamente um mês tudo esteja diferente. Talvez o sentimento de frustração que domina neste momento os corações tricolores seja substituído por uma euforia sem tamanho, uma felicidade de campeão, a alegria do título. Talvez...

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Roth: A história se confirma

É triste o momento que vive o Grêmio no campeonato. Não pela situação na tabela, até porque no início do campeonato poucos imaginavam que o Grêmio pudesse chegar à Libertadores. Mas triste pela eminência e possibilidade enorme de conquistar o título após longo jejum.
Ao contrário de sua história, desta vez o Grêmio está sucumbindo na reta final da competição. O histórico pífio de Celso Roth em momentos decisivos está sendo mais forte do que a tradição do tricolor, um time historicamente "de chegada".

Cruzeiro X Grêmio
Celso Roth pensou o jogo de forma correta. Escalou o que tinha que escalar. O gol relâmpago destruiu a estratégia tricolor e foi decisivo para a elástica vitória mineira. Derrota até certo ponto esperada, não fosse pela incapacidade de recuperação dentro da partida e pela atuação da sonolenta zaga gremista.


Grêmio X Figueirense
Empate inadmissível, inaceitável e sem qualquer explicação. Mais um gol rápido, mais uma falha de posicionamento da defesa gaúcha. Conseguiu achar um gol ainda no primeiro tempo, o que deu boas perspectivas à angustiada torcida. Mera ilusão. O segundo tempo guardava uma apresentação nervosa, pobre e insegura do Grêmio em seu próprio estádio. Erros de passes, nenhuma criatividade e, pior que isso, pouca vontade de vencer. Foi isso que o time transpareceu.
Pois nessa reta final de brasileiro o Grêmio parece ter definitivamente esquecido o futebol do primeiro turno. Jogadores consolidados no time estão sendo questionados e da equipe considerada titular, apenas Rever e Victor podem ser poupados de críticas.
Mais estranho que isso é observar que a cada final de partida Roth diz que as jogadas do Grêmio estão "manjadas" pelos adversários. Uma semana de treinamento se passa e... nada! O time parece que não treina, não tem jogadas, não evolui!

O Grêmio parece disposto a entregar o título. O título mais certo de sua história.
No confronto História do Grêmio versus História de Roth, a trágica trajetória do segundo parece falar mais alto.
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